Mais algumas mudanças

agosto 24th, 2010

Eu li em algum lugar que 2010 era um ano de começos, que 2009 encerrava um ciclo e 2010 iniciava outro. No meu caso, essa afirmação não pode estar mais certa. Fora todas as mudanças na minha vida pessoal, internas e externas, a mudança dos meus pais e minha vida morando completamente sozinho, hoje teve início mais uma grande mudança, pois foi o meu primeiro dia em um novo setor da CAIXA. Quem me acompanha mais de perto já estava sabendo que isso iria acontecer, mas a data exata, nem mesmo eu sabia até ontem. Então vou aproveitar o post para contar para todos as novidades.

Vocês não sabem o quanto eu odiei esta foto!

Vocês não sabem o quanto eu odiei esta foto!

Meu último dia no antigo setor foi um pouco triste, mas nem tanto. Estavamos todos um pouco calejados de despedidas devido ao fechamento da unidade e foi até um certo alívio saber que a minha vez tinha chegado. Difícil mesmo foi me despedir da Fátima, que sempre me ajudou e que vai fazer uma falta do caramba. Quando a noite chegou, para evitar a ansiedade, fui ao cinema com o Potter assistir Os Mercenários. Mas falarei disso mais tarde, o filme merece um post só pra ele.

Como era esperado, e já rotineiro, tive dificuldades para dormir.

No dia seguinte, hoje, despertei bem cedo, umas 7 e 30, terminei de assitir Mononoke Hime e fui fazer feira. A minha compra é digna de um outro post, já que devo ter feito vários FAIL, comprando coisas por preços muito mais altos do que custam. Mas não vou fazê-lo… ao menos não hoje. Depois da feira, tomei um banho e me arrumei para sair. Nessa nova área, eu tenho que usar roupa social, gravata e os cambau. Ainda não vou de terno, pois acho que está muito calor, mas já me preparei nesse sentido também.

Cheguei lá às 11 e 40, conforme combinado com os outros 4 colegas do meu antigo setor que também estão indo para o novo. Todos engravatados e prontos. Subimos juntos e fomos recebidos muito bem pelo pessoal de lá. Logo de início, os gerentes se reuniram com a gente e dividiram-nos com as equipes. Eu acabei indo para uma equipe formada apenas por homens e que lida com a parte de desenvolvimento e homologação dos sistemas usados na unidade e nas dependentes. Sim, eu estou em uma centralizadora. Meu novo chefe é um cara que parece ser muito legal, mas severo. Pelo primeira vez vou ter um chefe homem na vida e quero ver como é que vai ser. Era esperado que outro cara de lá fosse para o meu lugar, mas por uma questão de equilíbrio das equipes, eu, novato, acabei ficando onde estou. Isso quer dizer que vou ter que provar a minha capacidade no meio deles e isso me deixou realmente empolgado. Estou finalmente na área que sempre quis estar (e não é a área de comunicação) e tenho que mostrar pra todo mundo o quando eu valho. Isso é emocionante! A parte boa foi que meu gerente logo percebeu a valia do meu conhecimento da área anterior e eu percebi que tenho muito a acrescentar a equipe. Além disso, é muito provável que eu me torne um dos responsáveis pelo informativo do setor, divulgado pelo Brasil inteiro.

Eu não podia estar mais feliz!

2010 é realmente um ano de inícios. Então chegou a hora de arregaçar as mangas, arar a terra e preparar o terreno para a maior colheita até agora!

Vamos à seara!

Hardy e a Iluminação

agosto 19th, 2010

Durante a ICE Tour 2009, já no finalzinho da mesma, em Londres, passei alguns dos piores dias de frio da minha vida (e estavamos apenas no Outono). Durante esses dias, conversei bastante com o Gustavo, primo do Rodolfo, já que não tinhamos muito a fazer e a companhia dele era agradável. O Gustavo é uma daquelas pessoas maravilhosas que simplesmente nasceram sem medo de tentar: tenho acompanhado a trajetória de vida dele há um bom tempo e já vi ele entrar e sair de obsessões e projetos, mas sempre tendo atingido seus objetivos e adquirido o conhecimento desejado para que tudo não tenha sido em vão. Não é nada estranho que uma pessoa que descubra esse potêncial em si mesmo, veja o mesmo potencial em cada ser humano. E não é nada incomum que se ilumine desse jeito (ou tenha um insight, você decide) comece a desejar transmitir essa “boa nova”. O problema é quando o cara encontra um hardy como eu.

A coisa que mais chocou o Gustavo, durante nossas conversas, foi o fato d’eu simplesmente ter consciência dos meus problemas e defeitos com tamanha clareza que parecia absurdo eles ainda serem problemas para mim. Se você sabe o que está errado, você simplesmente conserta, não? Nem sempre! Quem lembra daquele conto spin-off do V de Vingança, sabe muito bem que andar na beirada de um prédio não é a mesma coisa que fazer o mesmo na rua. Mas, além disso, existe também a questão de que, as vezes, simplesmente não se quer resolver o problema. Não é a toa que as pessoas que mais estudam a mente humana costumam ser as mais loucas, socialmente falando. Além disso, quando você passa tempo suficiente dentro de si mesmo, aprende que as coisas não estão tão separadinhas e organizadas em diferentes caixas e arquivos como se pode acreditar. Lá dentro é uma bagunça, uma zona completa. Porém, é uma zona ao melhor estilo caótico; é um sistema vivo e complexo e interdepentende e a remoção de um simples mosquito pode causar a destruição de todo eco-sistema. Era em cima dessa idéia que minha professora Liana criticava tão arduamente a PNL (Programação Neuro-Linguística) e eu tô com ela. Dando um exemplo que observei em mim mesmo: um dos meus maiores defeitos é a minha carência. Isso me torna irritante, pois não posso ficar muito tempo parado, sem tocar ou cutucar alguém. Sem falar que qualquer palavra mais brusca já me magoa e deprime. Eu poderia simplesmente aprender a me tornar uma pessoa mais centrada, e não tão dependente da opinião dos outros, mas isso me tornaria também uma pessoa mais fria, menos carinhosa e simpática (no sentido real da palavra) com os sentimentos dos outros. Além disso, como disse certa vez a Marcele: “a gente tem que ter algum problema”.

Acho que era isso que queria contar. Sei lá porque me peguei pensando nisso. Mas vou parar agora pois tenho que ir trabalhar. Desculpe-me Gustavo, mas tem gente que não tem conserto mesmo. Graças ao Bom Pai!

Um post sobre sexo

agosto 16th, 2010

“Sexo é bom, na hora certa, com a pessoa certa”, disse a catequista Marlene a um grupo de crianças de 9 à 13 anos em 2004 explicando assim o que era a tal da luxuria. Eu, no momento em que me encontro, não posso concordar mais com essas sabias palavras. Hoje eu tenho 26 anos, moro sozinho, e posso dizer que conseguir alguém disposto a fazer sexo não é nada difícil nestes dias. Porém, confesso que a idéia do sexo casual nunca me foi muito atraente e hoje posso dizer que a prática também, não. Não que eu não goste de sexo, ou que não sinta falta, porque é exatamente o oposto. O que acontece é que tudo se torna tão vazio quando o fogo apaga; o aftersex é tão sem sentido…

Posso dizer que atualmente procuro alguma menina que me faça querer dormir abraçadinho e fazer sexo pela manhã. Alguém para mandar flores e fugir no meio da tarde. Alguém para espantar o frio.

Mas é como dizem: Enquanto não encontro a pessoa certa…

A Camisa Verde

junho 20th, 2010

Eu nunca gostei muito de futebol, mas uma coisa que sei é que sou Corinthiano. É engraçado como você pode não saber a escalação, como seu time vai no campeonato e coisas do tipo. Mas, se você assiste a algum jogo e vê seu time indo mal, seu coração para. Outra coisa engraçada é que nunca tive uma camisa do Corinthians (não uma que eu usasse, ao menos), e a única camisa de futebol que comprei para mim mesmo é a do Panathinaikos, o mais importante time grego. O motivo para eu ter comprado essa camisa, como se pode imaginar, foi uma piada interna. Mas não vou me alongar nisso agora.

Eu quase nunca usava minha camisa do Panathinaikos. Ela tem uma gola estranha que não combina com quase nenhuma roupa que eu uso (não que isso importe muito), e, pior que isso, ela é exatamente do mesmo tom de verde da camisa do Palmeiras. Isso sem falar que também possui detalhes em branco. Por isso, eu evito usá-la. Mas ontem, por ironia do destino, eu estava usando.

Eramos 4 caras em um carro saíndo de uma quermesse de igreja e descobrindo que aquilo ali não tinha mais qualquer graça para nós. Como a criatividade em um sábado à noite não é o forte do time masculino, decidimos novamente ir ao nosso bar padrão, o Blue Pub.

O caminho já havia se tornado um padrão para mim e eu o podia fazer sem nem perceber o que fazia. Nos outros assentos, conversas animadas e debates sobre que tipo de música e sobre qual limite de volume conseguiríamos berrar para conversar sobre ela aconteciam e tudo seguia como normal.

Já bem próximo ao bar, em uma das pequenas ruas e quebradas que se tem que tomar em São Paulo para não perder o seu dia inteiro em trânsito, paramos devido ao semáforo. Do outro lado da rua consigo ver algumas meninas um pouco animadas e uma delas começa a se aproximar do carro.

Os outros caras achavam que eu conhecia a garota. Eu também achava. Desliguei o som, puxando o cabo o iPod. Ela enfiou a cabeça para dentro do vidro do carona e disse para mim, ignorando o Gustavo, que estava sentado ali:

- Me dá um selinho.
- O que? Selinho? – Perguntei com medo de tomar uma decisão precipitada.
- É, Selinho. Assim – E fechou seus labios no centro de sua boca e fez um barulho de estalo.

Meio assustado, soltei o cinto e dei um selinho na garota há alguns centímetros do rosto do carona. Ela retirou seu corpo para fora do carro e nós seguimos. Ainda meui zonzo e descrente com a impossíbilidade da história, perguntei:

- O que foi que aconteceu?

Então o Gustavo, que estava mais próximo da garota quando ela falou disse:

- Sei lá, cara. Só sei que ela disse: “Ei PALMEIRENSE, me dá um selinho”.

Acho que vou usar minha camisa verde mais vezes.

Sick Day

junho 8th, 2010

Então eu fiz um miojão com caldo de feijão (que estava mais para creme de feijão), tomei meio litro de chocolate quente e fui dormir na sala, enrolado com o cobertor e um edredon por cima. Acordei mais ou menos, mas ainda sim com dores pelo corpo, indisposição, a garganta dolorida e, novidade, uma leve fotofobia. Aí, é claro, avisei no trabalho que não ia e apelei ao máximo: liguei pra minha mãe.

Ela, o ser mais fofo do universo, veio aqui trazendo um bilhão de verduras, frutas e remédios e está lá preparando um monte de coisas boas e saudáveis que vão me fazer ficar novinho em folha até amanhã.

Morram de inveja, patéticos mortais!