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And the story ends…

segunda-feira, março 26th, 2007

Dia 23 de março, Curitiba. Dia do último show do Blind Guardian no Brasil em 2007.

Acordo meio quebrado, são onze da manhã. Dou uma passada no banheiro e vou tomar café. Lá encontro a Cris e a Raquel, a única outra garota no quarto feminino. Elas ficaram bem amigas e a Raquel resolveu ir ao show conosco. Antes disso as duas partem para uma turnê por Curitiba. Coisa de turista. Logo depois é a vez do Marcus acordar. Os objetivos de seu dia eram buscar os ingressos para o show (que eles haviam comprado por depósito bancário) e comprar um cabo USB para que a gente baixasse as fotos no PC do Hostel e enviasse para o meu servidor. Fico sozinho no Hostel, atualizando este blogue e, ocasionalmente, dando uns mergulhos na piscina (aquecida, por sinal). Numa hora, quando eu incluía algumas fotos no post anterior, o Richard (o uruguaio) apareceu na recepção (onde eu estava) buscando algum telefone de algum lugar para comer. Entrei na onda e acabei fazendo os pedidos. Foram 3 PF, para mim, o Richard e a Olivia (a francesa, namorada dele). Almoçamos juntos, o que foi realmente divertido. Eu nunca havia tido uma experiência cultural tão diversa. Três pessoas, de três países distintos, conversando e se divertindo. Após o almoço, eu e o Richard cuidamos da louça e Olivia se espantou com o fato de homens ajudarem na cozinha. Ou seja, em qualquer parte do mundo, homem é tudo igual. Depois disso, aproveitei para tirar umas fotos do pessoal de lá.

Richard e Olivia

Não me lembro o nome dessa tia. Rodrigo Simão Direitêro

Durante o almoço, um garoto cabeludo e vestido de preto chegou ao Hostel. A Olivia brincou: “Este também veio para concerto de rock”. Rimos, mas ela estava certa.

O garoto se chama Rodrigo, era de São Paulo e estava lá para o show do Blind Guardian. Fui querer me gabar e mostrar minha foto com o Hansi e ele me disse: “Eu tenho várias dessas.” Meio que de orgulho ferido, retruquei: “Onde você conseguiu as fotos, no aeroporto, em São Paulo?”. Ele disse sim e então perguntei se ele conhecia o Marcus e a Cris. Ele disse que sim e que foram ele que haviam indicado o Hostel para ele (bem feito para mim, quem manda querer ser malandro). Ajudei ele a arrumar comida e fiquei descansando. Após duas horas, chamei o Richard e fomos para a piscina.

Acho que ficamos umas duas horas na piscina, se não mais. Não nadamos, nem pulamos, apenas conversamos. Primeiro falamos sobre as diferenças de idioma. Ele me disse que se espantou a primeira vez que chegou no Brasil e leu uma placa escrita “Borracharia”. O susto se deu pelo significado de borracho, que é bêbado em espanhol. Eu achei bem engraçado e citei alguns outros exemplos de falsos cognatos. Depois ele me contou alguns episódios de sua vida. Como ele começou a viajar, o modo como ele é desprendido de certezas e posses e coisas do tipo. Certa vez, sua mãe, preocupada com o tempo que ia passando e seu filho que não comprava uma casa, arrumava um emprego decente, filhos e toda aquela papagaiada, reclamou com ele, dizendo que ele só viajava, que tinha que assentar e tomar um rumo decente. O Richard então respondeu: “Você vai poder devolver o meu tempo? Não, né? Então deixe-me viver a vida como quiser.” Então ele me falou da Olivia e de como eles se conheceram. “Parece coisa do destino”, foi o que disse. Seguimos conversando sobre política e ele me indicou o livro “O Dia Em Que Getúlio Matou Alende”. Na verdade a indicação foi para a Janaína, já que eu lhe contei tudo sobre ela, inclusive sua paixão por história.

Já estava ficando tarde, o Marquinhos já havia chegado, eu tomei um banho enquanto ele passava as fotos para o computador. No total havia mais de 200mb de arquivos. Impossível passar tudo pela net. Resolvemos que as fotos seriam gravadas em cd. Nos arrumamos e partimos para a cidade.

No ingresso, estava escrito que a casa abriria às 18 horas, mas não falava quando o show começaria ou se haveria banda de abertura (algo que muitos diziam que sim). Já eram 7 e meia e começamos a ficar preocupados. As meninas já estavam no local do show e o Rodrigo também. Pegamos o ônibus até a cidade e de lá fomos ao Estação comer. Depois pegamos outro ônibus e chegamos ao Helloch.

As meninas nos aguardavam na entrada, já que o Marcus estava com os ingressos delas. Elas pareciam meio putas, mas não sem razão. A organização deixou as mulheres entrarem antes e elas poderiam estar confortavelmente na grade (confortavelmente?).

Bem, o que importa é que entramos todos os quatro (pois o Rodrigo já havia entrado), mas logo nos separamos. As garotas foram ver as camisetas e eu e o Marquinhos resolvemos tirar as nossas. Em pouco tempo fomos abordados por seguranças que nos informaram que o procedimento não era permitido na casa. “Casa de pagodeiro é foda”, comentou um cara atrás da gente. Acho que estava tentando fazer amizade, coitado. Depois disso, resolvemos dar uma volta e foi então que eu reparei na escada que dava ao camarote e a segurança que a guardava (estilo a Alice, do Popeye). Nos aproximamos e descobrimos que custaria mais R$35,00, cada, para que ela nos deixasse passar. Poxa, nós pagamos bem mais do que isso para chegarmos até lá. Já havíamos suado, colado e se esfregado em muita gente para poder ver o Blind Guardian mais uma vez. Merecíamos aquele capricho. Falamos com as meninas e elas não se importaram da gente se separar. Passamos na chapelaria, pagamos e voila, pulseirinhas mágicas nos pulsos que nos permitiam a assistir o show decentemente.

Como todos que leram o meu diário de viagem sabem (todos os… anh, ninguém), o show de Curitiba foi no Helloch (o “ch” final é pronunciado “xi” e não “ki”). O que ninguém sabe é que a casa é extremamente mal organizada. Entramos no camarote 3, que estava vazio e não estava fechado com a correntinha que mantinha outros camarotes fechados. O pessoal do camarote 2 estava no mesmo barco que a gente. Porém, bem antes do show começar, foram expulsos, pois o camarote estava reservado. Como era de se esperar, também fomos expulsos mais tarde. O irônico foi que a dona do camarote 3 era uma garota que eu havia conhecido no dia em que fui comprar meu ingresso para o show. Quem reler a passagem, verá que eu falo apenas de um cara, mas isso foi feito para evitar problemas legais (não é nada legal ficar ouvindo um monte da sua namorada). Ela me reconheceu, e por isso, pedi a ela para poder voltar ao camarote, em que estava com sua turma, para poder tirar fotos.

Exatamente como aconteceu com Caetano, Fernando e muitos outros, ser expulso foi a melhor coisa que me aconteceu. Como todos os camarotes decentes já estavam ocupados, tivemos que nos enfiar num espaço entre a cortina do palco e o primeiro camarote. Lugar sem poltronas, confesso, mas com visão privilegiada, pois tivemos acesso a imagens de bastidores, pois a cortina que tapava as beiradas do palco tinha algumas brechas naquele ponto (e eu até cheguei a tirar uma foto – posada – do Hansi enquanto ele descansava durante um solo).

Voltando um pouco no tempo, o show de Curitiba teve banda de abertura. Living Garden é o nome da banda e eu diria que eles foram muito profissionais. Que apesar da pouca idade, tiveram maturidade para saber levar o público e que não foram escrachados como outras bandas que ousaram abrir para o Blind Guardian (como o triste – hilário – episódio da banda Hare Krishna que abriu para o Alemães em 1998, no KVA). Eu diria tudo isso se… eles tivessem tocando em algum festivalzinho independente. Porém, eles estavam é atrasando o Blind Guardian e, por isso, digo que eram um bando de pivetes, patrocinados pelos pais (olha, eu tenho uma guitarra igual ao do Zakk Wylde), toscos e que pareciam o B5 (eu até agora acredito que o vocalista era sim um deles). Mal desnecessário.

Bem, o show começou e convenhos, acabou muito rápido. Não sei, foram 15 música, igual à Porto Alegre, mas, acho que por ter um setlist tão mais gostoso que o show da capital gaúcha, me pareceu voar. Depois perguntei ao pessoal e eles concordaram que o show acabou muito rápido. O setlist foi o seguinte:

Blind Guardian – Curitiba – 23/03/2007

1 – War of Wrath
2 – Into the Storm
3 – Born in a Mourning Hall
4 – Nightfall
5 – Fly
6 – The Script for My Requiem
7 – Time Stands Still (At the Iron Hill)
8 – Banished From Sanctuary
9 – This Will Never End
10 – Lord of the Rings
11 – Punishment Divine
12 – And Then There Was Silence

Bis
13 – Imaginations From The Other Side
14 – The Bard’s Song
15 – Mirror Mirror

O Bis foi exatamente igual em todos os shows que fui (tirando por Barbara Ann, em São Paulo). O show foi extremamente bom e, por finalmente ver um show do BG de perto, pude descobrir o quão atencioso o Hansi é com os fãs. Ele canta olhando nos olhos das pessoas e interage sempre que possível. Em vários momentos ele olhou diretamente para mim e aquilo foi realmente especial. Além do cara ser um dos mais aclamados vocalistas (e letrista) do Heavy Metal atual, o cara é simplesmente carismático e carinhoso. O público não foi dos melhores, coisa que o próprio Hansi fez notar quando não sentiu a resposta esperada pelo público ao fazer a clássica chamada para Script For My Requiem: “There’s only a few Crusaders here tonight”, disse o vocalista. Outra cena marcante foi a de André cutucando o segurança com o pé, para avisar de uma garota que passava mal na primeira fila. Isto, é claro, durante um solo que ele executava tranqüilamente. O show acabou, Blind Guardian agora só daqui a alguns anos. Mas antes de sair da casa, o Marquinhos conseguiu o setlist do show, que pegou com um cara da produção.

As fotos, como esperado, não foram tiradas com a minha máquina. Mas assim que eu as tiver, atualizo o post com imagens do show.

Na saída, encontramos todo mundo e fomos atrás de um táxi. Tive que xavecar um pouco o motorista para que ele levasse cinco pessoas. Conseguimos. Ele não conhecia direito o caminho, mas dissemos que isso não seria problema. Mas foi. Nos perdemos e acabamos passando uns 3 km da entrada que deveríamos pegar (também, o pessoal não parava de conversar no banco de trás). Encontramos nosso caminho e chegamos ao Hostel. A tarifa deu uns R$46,00, mas eu arredondei para R$50,00. Fica mais fácil para dividir. Além disso, dar gorjetas é uma prática virtuosa.

No Hostel tentei passar as imagens para o PC. Não consegui. Cada foto tinha mais de 2mb. Por isso, nem me atrevi. O pessoal conversava numa escada. Me despedi, pois partiria cedo no outro dia, e fui dormir.

No dia seguinte, acordei com o Simão arrumando suas coisas. Meu Deus! Como aquele cara consegue ser barulhento e bagunçado. Eu não fiquei irritado, pois tinha medo de perder a hora e ele me ajudou. O quarto estava mais lotado, mas eu não sabia quem eram as pessoas. Logo depois de mim, o Cleber acordou também. Ele estava indo para a Ilha do Mel de trem, um dos passeios mais lindos do Paraná. Se minha ruiva aceitar, levo ela lá o mais rápido possível. Disseram-me que é uma (se não “a”) das linhas férreas mais antigas do Brasil. Histórico, Chérie. Histórico. Depois do banho e de arrumar as coisas, fui a sala comum tomar café. Lá, conheci um dos novos companheiros de quarto que tive a noite anterior. Seu nome é Ricardo e ele é um cara bem legal. Conversamos bastante sobre florestas e coisas do tipo, já que ele estuda Engenharia Florestal. Parece que não faltam pessoas interessantes nos Albergues da Juventude.

Após o café, peguei minhas coisas, paguei a conta (R$54,50 no total – quase a metade do que eu paguei no hotel em Porto Alegre, pela metade da estadia), depedi-me do Marquinhos (e que a gente não demore tanto a se reencontrar. Valeu, Toddynho!) e parti. Em algumas horas, já estava em São Paulo. Minha viagem havia acabado, mas as lembranças permaneceram eternamente. Valeu, Jan, por ter insistido que eu fosse.

“Come Join In Our Singing And Dance With Us Now”

“Tomorrow will take us away, far from home.
No one will ever know our names. But the bards’ songs will remain”

- Bling Guardian, The Bard’s Song – In The Forest

Lost in the Twilight Hall

sexta-feira, março 23rd, 2007

Adeus, Porto Alegre. Olá, Curitiba. Após alguns cochilos no avião (e após acordar com a mão cheia de baba), cheguei ao aeroporto de Curitiba. Desta vez resolvi ir direto ao balcão de informações. Em Curitiba, o Marcus tinha um reserva no Albergue da Juventude, para o dia 23, por isso me enviaram um torpedo pedindo para adiantar essa reserva para um dia antes (pois não mais passaríamos em São José). O nome exato do albergue é Eco Hostel. No balcão de informações do aeroporto, perguntei como eu faria para chegar ao Eco Hostel, o Albergue da Juventude. A mulher me deu algumas informações, e me disse para pegar um ônibus especial que saia do aeroporto (pela módica quantia de 6 pilas – pila é o termo corrente). Peguei o ônibus e parti para o Hostel. Desci onde havíam me informado e fui seguindo conforme algumas pessoas me indicaram. Tudo muito fácil demais. Após algum tempo, cheguei a um prédio em reformas, o Hostel. Lá, perguntei sobre a reserva do Marcus, para minha supresa, não havia nenhuma. Para piorar, o local estava lotado devido ao festival de teatro que está acontecendo em Curitiba. A garota da recepção pediu para que eu entrasse em contato com o Marcus e perguntasse o nome da pessoa que havia feito a reserva. Sai, em busca de um orelhão e de créditos para o celular. Nesta hora eu percebi que estava em frente ao Shopping Estação, que fica do lado do Hotel Aladin, onde eu fiquei quando fui a Curitiba pela Animangá, muitos anos atrás. Lá no estação, encontrei o bendito cartão da Tim. Depois das muitas ligações (by Janaína Pelullo) e conversas no Hostel, descobri que aquele não era o Eco Hostel, mas sim o Roma Hostel. Ou seja, eu estava no lugar errado. Segundo a menina do Roma, o Eco era bastante longe dali. Ela me disse para seguir para a praça Rui Barbosa e de lá pegar o Tramontina. Como eu não sabia como chegar na Rui Barbosa, uma senhora que estava no Roma me ajudou e me levou para lá. Conversamos um pouco, ela vai para Paris daqui a alguns dias e disse estar acostumada a se perder por lugares desconhecidos. Por isso achou que o mínimo que poderia fazer era me ajudar. Então chegamos a praça.

Desculpem se estou cortando muitos detalhes (pois eu sei que estou), mas tenho muitas coisas para contar e quero que pelo menos uma pessoa tenha saco de ler o meu relato – pois sei que muita gente deixa de ler o que escrevo por ser grande. Pra falar a verdade, estou louco para dar um mergulho na piscina do Eco Hostel.

A praça Rui Barbosa é “o” terminal de ônibus daqui de Curitiba. É como se fosse o Pq D. Pedro deles. Porém, muito mais lindo. O local é todo arborizado e florido. Curitiba é uma cidade maravilhosa. Parece que o sol brilha mais forte por aqui. Sei lá, mesmo cansado, eu amei a cidade. No terminal, peguei o Tramontina e cheguei finalmente no Hostel. ECO Hostel.

Pça Rui Barbosa - Curitiba

Os ônibus de Curitiba são divididos em três classes. Os Amarelos, que são linhas convencionais, os Cinzas, que não sei pra que servem e os Laranjas, que são os Articulados (aqueles cujos pontos de ônibus são tubos). Os Articulados funcionam como metrôs, sendo que cada ponto é muito bem definido e os auto-falantes presentes em cada ônibus avisam detalhes sobre a linha e por onde desembarcar. Existem portas específicas para embarque e desembarque e a passagem é paga dentro do tubo. Assim os cobradores ficam nas estações e não nos carros. É um sistema bem interessante.

Tubo - Curitiba

Uma coisa que descobri, nesta minha mochilagem, é que o mundo fica bem mais leve quando se tem um lugar para deixar a mochila.

O local, sem brincadeira, é maravilhoso. A região que ele fica é praticamente área rural, porém cheia de casarões. O Hostel parece mais um daqueles acampamentosde férias do que um hotel. Os quartos são coletivos, tem piscina, churrasqueira, redes, computadores (com internet), cozinha comunitária e um pessoal muito gente boa. Logo que cheguei, fui atendido pelo Rodrigo, que me muniu de mapas e horários do Tramontina, chave do quarto e do meu baú (embaixo da cama) e roupa de cama. Guardei minhas coisas, mas não descansei. Eu tinha que voltar a cidade, pegar meu ingresso, minha passagem de volta para São Paulo e, quem sabe, talvez até comer. Não é?

Eco Hostel 1 Eco Hostel - piscina Eco Hostel - Quadra

A rua da casa de show Hellooch, fica perto do centro da cidade, porém a casa só fica no número 4000. Andei até o 2000, depois me cansei e peguei um ônibus. Lá fiquei certo tempo até descobrir onde era o atendimento. Nesta hora, uma van chegou e começaram a sair vários caras estranhos, estilinho meio cool/alternativo. Todos passaram dando oi, e, quando o último passou, finalmente descobri quem eram: NxZero. Pouco depois chegou um Brother of Metal™ que, pelo que conversamos, veio para dormir no local e aguardar o show. Esse era True! A garota do atendimento de me disse que os ingressos não eram vendidos lá e me deu uma relação de locais. O mais perto, advinhem, era perto da Rui Barbosa. Fui até uma rua paralela, a Marechal Floriano Peixoto, e peguei outro ônibus. De lá tive que encontrar a tal de praça Tiradentes. Antes disso passei na Caixa e saquei mais um pouco de dinheiro. Após um pouco de camelagem, consegui chegar a praça e, de lá, encontrei a tal da Let’s Rock, loja que vende o ingresso.

Momento Mad: Você sabe que está no sul quando a rua Marechal Floriano Peixoto cruza com a Marechal Deodoro da Fonseca.

Rua Floriano Peixoto x Marechal Deodoro

Já na loja, pedi pelo ingresso, que custa 45$ para estudantes (ou para quem levar um quilo de alimento no dia). O atendente buscou por ingressos e me deu um. Nesta hora ele olhou para mim, meio surpreso e disse: “Olha, este era o último que eu tinha”. Caótico, não? Com ingresso na mão, parti novamente para o Shopping Estação. Objetivo: comer. No caminho deparei-me com um dos maiores desastres que já vi na vida. Um carregamento de Skol destruído, caído pela rua. Tirei uma foto, é claro. Ao meu lado uma outra pessoa também tirava uma foto. Ambos lamentávemos grandemente.

Desastre Skol - Curitiba

Já no Estação comi uma das batatas assadas mais gostosas que já experimentei na minha vida. Eu já conhecia o lugar, de quando fui à Curitiba pela Animangá. Vale a pena…

Shopping Estação Batata Assada - Shopping Estação Curitiba

Você sabia: Que as placas que sinalizam escolas em Curitiba, são feitas com Tangrans? Bem, pelo menos é o que parece.

Placa Escola Tangran - Curitiba

Depois de comer resolvi ir buscar minha passagem de volta à São Paulo. No caminho da Rodoferroviária (é esse o nome mesmo), um engraxate me levou no papo e conseguiu uma grana boa com a limpeza dos meus sapatos. A conversa foi boa, ao menos, e o sapato parece estar bem. Pelo que ele me disse é um programa da prefeitura que patrocina moradores de rua, transformando-os em engraxates. Perto da rodoviária, encontrei o taxi de número 666. Alias, os taxis de Curitiba são da mesma cor que os de Porto Alegre. Será que os diferentões somos nós? Comprei a passagem para às 9 da manhã do dia 25. “Poltrona 19?”, me perguntou o vendedor. Claro!

Taxi 666 - Curitiba

Depois disso, voltei ao Eco Hostel.

O Tramontina que peguei para voltar ao Hostel era o mesmo que peguei a primeira vez. Fui dormindo, e acordei meio perdido. Sem falar nada, o cobrador me indicou o ponto pare descer, pois lembrava-se de mim. Muito legal isso.

No albergue, algum tempo depois, chegou o Marcus e a amiga dele. Eu passava orientações para eles por mensagens de cel e eles chegaram sem problemas. Conhecemos bastante gente interessante aqui. Tem um alemão chamado Simon (ou Simão, como ele se apresenta) que fala português. Tem um outro alemão que não sei qual é o nome. Esse outro trabalha como jornalista de uma rádio esportiva alemã e arrasta um portunhól compreensivo. Também tem o Richard, que é um uruguaio que namora uma francesa, a Olivia. Os dois estão viajando a um certo tempo e ela o levará para Paris (meio clichê a namorada ser francesa, não? Quem viu A Praia entende). Chegou mais tarde um paulistano chamado Cleber, que está mochilando como a gente.

Marcus, Cris e Richard - Curitiba

A experiência de albergue é muito gostosa. Entrar em contato com tantos viajantes é algo maravilhoso. A troca de culturas é algo sensacional. Antes de dormir, no meu quarto, os alemães não paravam de conversar. Cara, acho que para eles devia ser algo sensacional encontrar alguém que o entendesse fluentemente. De janta pedimos uma pizza (meio quatro-queijos, meio atum) e descobrimos que não há pizza como a de São Paulo. O Marcus me perguntou sobre o tal de Ice que ele ouvia o pessoal da igreja tanto falar. Expliquei sobre os Ice Kngihts e ele quis se tornar um. Conversamos um pouco, decidimos o que faríamos no dia seguinte e pouco depois, fomos dormir.

Sonhei com a Jan.

“Wherever I’ll go you’ll be with me, my first though and my last.”
- Blind Guardian, The Maiden and the Minstrel Knight

The Bard’s Song

sexta-feira, março 23rd, 2007

Desculpem pelo atraso nas atualizações. Existe muito a ser contado e vou dividir em duas partes. Primeiro vou contar tudo que aconteceu em Porto Alegre após eu ter saído
da Lan House, até partir no avião, e num segundo post, minha experiências aqui em Curitiba (sim, não fui para São José, mas isso eu explico logo mais).

Logo após sair da Lan House, segui novamente para o loja Place, em busca do meu ingresso. O cansaço de ter de carregar a mochila pelos lugares era o que mais me desanimava. Eu tinha que esperar até o meio-dia para poder dar entrada no meu quarto, por isso carregava o fardo nas costas. Cheguei na place e comprei meu ingresso. Fim. Saindo de lá, era por volta das 10 e meia, resolvi passar no Mc Donalds para um cochilo estratégico. Comprei um sorvete, subi ao segundo andar e capotei sobre minha mochila. FIquei por lá até umas 11 e 40. É muito chato ter que fazer uma coisa dessas, mas eu não tinha outra escolha e eu realmente estava cansado.

Meio-dia e eu estava no meu quarto. O estranho foi que eu não consegui dormir direito. Fiquei rolando na cama e cochilei algumas vezes. Mas, as 13 e pouco, eu já não conseguia mais ficar na cama. O calor era intenso e eu me sentia muito mal. Acho que era ansiedade e muita angústia. Pouco depois liguei para a Janaína e conversamos um pouco. Ela percebeu o desânimo na minha voz e tentou me animar. Ela, por si só, não conseguiu me animar, mas ela me fez perceber que algo precisava ser feito. Desligamos e eu resolvi dar uma volta. Já com ingresso nas mãos, resolvi ir até o Opinião, ver os Brothers of Metal™.

O local já contava com algumas dezenas de pessoas e eu resolvi tentar me enturmar. A primeira galera com quem conversei foi meio idiota, por isso não fiquei por lá. A segunda já foi mais amigável. Eram quatro moleques (comigo cinco) e ficamos conversando um pouco, falando merda e posando para as fotos que um cara ficou tirando para alguma revista. Eles me apresentaram a cerveja Polar, que disseram ter apenas em Porto Alegre. Eu juro que já ouvi falar dessa cerveja em São Paulo, mas fazer o que? Compramos uma Polar e continuamos a falar besteira. Seis da tarde, resolvi voltar para o quarto. Falei novamente com a Janaína e recebi uma mensagem do Marquinhos, me dizendo que ele e a Cris já estavam em Porto Alegre. Eu fui tomar um banho.

Graças ao outro post, eles já sabiam como chegar até a estação do metrô, onde nos encontramos. . Eles não iam ficar no mesmo hotel que eu, mas ficaram em um local bem próximo. Eles deixaram as coisas no hotel deles, voltamos ao meu para pegar pilhas. Depois fomos procurar um lugar para comer. O escolhido foi um bar/restaurante chamado Reçaka. Lá eu tive a experiência mor de comer um lanche chamado X-queijo (!!!). Os lanches eram muito bons e grandes. A Cris pediu um PF de bife à milanesa e eles capricharam no F. Como toda mulher, ela não comeu tudo.

O Reçaka fica na mesma rua do Opinião. Por isso logo estavamos no local do show. Eram 9 e pouco e a casa já estava aberta. O local era realmente pequeno, mas a vista era muito boa. A casa estava cheia, mas não era aquela coisa nojenta dos shows de São Paulo. Aguardamos e as 10 horas em ponto, o show começava. Não vou fazer uma resenha do show, pois essa não é a minha intenção. Mas eu acho que o setlist falará por mim. As fotos serão postadas depois, pois não foram tiradas com a minha máquina. Uma das partes mais interessantes do show foi quando um gaúcho atirou uma bandeira do estado do Rio Grande do Sul no palco, sendo logo pega pela banda. O Opinião em coro começou a cantar: “Ah, eu sou Gaúcho”, sendo depois substituídos por uma canção que todos pareciam conhecer. Era uma espécie de hino que exaltava o espirito gaúcho, lembrado de conquistas e batalhas. Confesso que fiquei emocionado. Este tipo de coisa nunca aconteceria em São Paulo.

Blind Guardian – Porto Alegre 21/03/2007

1 – War of Wrath
2 – Into the Storm
3 – Welcome to Dying
4 – Nightfall
5 – Fly
6 – Time Stands Still (At the Iron Hill)
7 – A Past and a Future Secret
8 – Lost in the Twilight Hall
9 – Mordred’s Song
10 – And the Story Ends
11 – Majesty
12 – And Then There Was Silence

Bis
13 – Imaginations From the Other Side
14 – The Bard’s Song
15 – Mirror Mirror

Para muitos, foi o melhor setlist de toda a turnê pelo Brasil. Eu descordo. Para mim o show foi maravilhoso. Mas serviu apenas como um apêndice do show de São Paulo. Algo como “as músicas que eles não tocaram lá”. Durante a Majesty, a Jan me ligou e me avisou que o show de São José havia sido cancelado. Na mesma hora avisei o Marcus e a Cris e decidimos então partir direto para Curitiba, mudando nossos vôos.

Após o show, tivemos que brigar para conseguir nossos ingressos de volta (já que eles haviam sido recolhidos na entrada). A Cris falou com o organizador e conseguimos nossos ingressos. Já com eles em posse, saímos e ficamos aguardando a banda sair. O tempo foi passando e a banda não saía. Os caras da produção diziam que eles já haviam ido embora, mas ninguém havia visto eles saírem. Ficamos na dúvida por um bom tempo, mas ao final descobrimos que eles estavam falando a verdade.

Enquanto aguardávamos, eu e o Marcus fomos perguntar a duas meninas que estavam sentadas próximo a gente a respeito da música cantada pelo pessoal gaúcho. Elas nos disseram que era o hino do Rio Grande do Sul. Pouco depois perguntei ao motorista de uma das vans da produção, sobre autógrafos com a banda e ele me deu o endereço do hotel, o horário que eles partiriam e a hora do vôo. Com tudo anotado, partimos do Opinião para o meu quarto de hotel, para ligar par a Gol e mudar nossas passagens.

Graças as habilidades do Marcus (ele é agente de viagens), sabíamos direitinho como proceder com um caso como aquele. Havia um vôo as 9 da manhã para Curitiba, que ele conseguiu trocar pela minha passagem. Infelizmente, devido problemas de tarifas, eles tiveram que seguir para Floripa e depois pegar o ônibus para Curitiba. Com tudo certo, eles partiram e eu fui dormir. .

As seis da manhã, recebi uma ligação do porteiro, para me acordar. Eu estava tão grogue de sono, que não entendi nada do que acontecia. Isso, somado com o fato d’eu estar num lugar estranho e totalmente escuro, fez com que eu tivesse a fantasia que um telefone daqueles do século XIX estava tocando. Eu tentava pegar o fone e atender o telefone, mas nada acontecia. Quando eu dei por mim, estava com um guarda-chuva nas mãos.

Fechei a conta, paguei o que devia, troquei um pouco de conversa com o porteiro (que tem uma banda. Visitem: http://clamcloud.palcomp3.cifraclub.terra.com.br) e parti para o aeroporto. O meu vôo partia as 9 da manhã e segundo o motorista da noite anterior, o da banda saía as 10. Fiquei rezando para conseguir encontrar a banda, mas isso era meio difícil. Caso eu não conseguisse encontrá-los em Porto Alegre, eu ficaria aguardando eles chegarem em Curitiba. Fazer o que? Fã é fã, não é? Se a Rita Lee pode lamber a maçaneta que o Paul segurou, porque eu não posso aguardar o Blind no aeroporto?

Um atraso, meu vôo. 40 minutos. Ansiedade. Eu estava muito cansado. De tempos em tempo eu dormia, mas logo acordava. Já havia passado das 8 e meia da manhã e os auto-falantes avisavam que o embarque para o meu vôo começaria às 9 e 20. O tempo passava, devagar e rápido ao mesmo tempo. Nada acontecia. Eu comecei a duvidar se a banda realmente pegaria o avião às 10, apesar de ter um vôo registrado para Curitiba naquele horário (e na mesma plataforma que o meu). Então surgiu uma figura que já é conhecida por mim e os outros dois. Um tiozão gordo, com os cabelos parecidos com o meu, quando comprido. Ele é o cara que cuida do som da banda. Eles estavam chegando. Após algum tempo apareceu o Fred. Parei-o, tirei foto e autógrafo. Minutos depois, o Marcus (da banda). Desta vez, resolvi não pedir autógrafo, mas apensa uma foto. Os guitarristas do Blind são muito mal humorados e eu não quis piorar as coisas. Nesta hora o Fred apareceu com um encarte e uma caneta e começou a encher o saco do a Marcus (da banda), dizendo: “Marcus, Marcus. Please sign. Please sign”. Dei uma risada meio amarela, pois não gostei muito da piada.

O tempo foi passando e mais ninguém aparecia. O embarque para o meu vôo já havia começado a alguns minutos e eu tinha que partir. Eu estava muito tenso e então o Hansi surgiu no horizonte, passando pelos detectores de metais. Fiquei pacientemente aguardando ele arrumar suas coisas, mas então eu ouvi pelo auto-falante: “Senhor Mário Henrique Perin Bernardo, favor embarcar para seu vôo no portão 8″. Essa foi a deixa. Peguei minhas coisas e fui direto para o Hansi. Pdei desculpas, é claro, mas ele foi muito educado e compreensivo. Pedi um autógrafo e, enquanto ele autografava, fiquei mudo. O cara estava diante de mim e eu não sabia o que falar! Foi então que comecei a contar que eu havia lido diversos livros por causa das letras dele, como a Torre Negra e os livros do Moorcock. Ele ficou realmente supreso e feliz. Contei também que estava seguindo a turnê e pedi uma foto. Ele é claro, atendeu. Após a foto saí correndo e embarquei no meu vôo.

Eu ainda não acreditava no que havia acontecido. Eu estava eufórico e nem me lembrei de colocar o cinto, ou de não inclinar o assento. E foi com essa sensação que parti de Porto Alegre. E foi então que eu pensei: “Tudo está dando muito certo. Quando terei que pagar por isso?”. A resposta, como dizem, veio a cavalo. Mas isso eu conto depois.

Hansi

Marcus Fred Andre

“No one’s left here but me, and I will sing out your name”
- Blind Guardian, Carry the Blessed Home

Edit: Devido a quantidade de informação para colocar aqui no blog, e o cansaço, esqueci de agradecer enormemente a Janaína por ter me avisado do cancelamento do show (o que, ao final, fez com que eu tirasse as fotos com a banda). Brigado mesmo, Jan.

I’m Alive

quarta-feira, março 21st, 2007

Informação para o Marquinhos (resumo): Chegando no Aeroporto, saia e pegue a van branca gratuita que o levará para o metrô. Lá pegue o trêm com destino ao mercado e desça nesta estação. No mercado, saia pela esquerda e procure a Rua Marechal Floriano Peixoto. O Hotel que estou é lá. No final da Rua Floriano, está a José do Patrocínio, rua do Opinião.

Dando seqüência a minha jornada épica, informo à todos que já estou em Porto Alegre – diretamente de uma Lan House. Eu cheguei aqui meia hora após o horário previsto (7 horas da manhã), o que foi muito cedo mesmo assim. Saindo do aeroporto, perguntei a um dos seguranças, qual ônibus eu deveria pegar para chegar ao centro da cidade. O segurança, após perguntar de que país era a banda da minha camiseta (Gamma Ray – Alemanha), me disse que seria mais fácil eu tomar o metrô do que um ônibus. Disfarcei bem minha cara de espanto ao descobrir que Porto Alegre tem metrô. Nós, Arrogantes e Paulistanos, sempre ficamos chocados ao descobrir que existe um pouco de civilização em qualquer outro lugar além da nossa casa, não é?

Pois bem, tomei a Van branca gratuíta que saí do aeroporto e fui até o metrô. O metrô de lá parece nosso trêm. Tem até o fio elétrico na parte de cima. Lá peguei o trêm em direção a estação Mercado, estação terminal e meu destino. Não resisti e tirei uma foto do metrô. Turista é foda!

Quando cheguei na estação, fui procurar a Loja Place, para retirar meu ingresso. É muito fácil de chegar no local, sendo a rua uma travessa da rua do mercado. Porém, eu ainda não tenho meu ingresso em mãos, pois a loja somente abre às 10 da manhã. Saíndo de lá, resolvi descobrir onde fica o Bar Opinião e um senhor me explicou direitinho.

O centro de Porto Alegre é muito feio. Na verdade é uma versão piorada do centro de São Paulo (e o centro de qual capital do Brasil não é?). Tudo parece antiquado e sujo. Não fui muito com a cara do lugar.

Voltando a rua do mercado, na estação de metrô, segui pela rua Marechal Floriano Peixoto, uma rua que sobe e depois desce. Ao final dela tenho a José do Patrocínio, a rua do Opinião.

Chegando no Opinião, tirei algumas fotos do local e percebi uma pequena aglomeração de “Brothers of Metal”. Poxa, são oito da manhã. Esse pessoal tem um pique, não?

O Opinião fica num bairro chamado Cidade Baixa. O local é bem mais bonito que o centro, com casas mais alegres e um pouco mais de cor nos locais.

Depois disso eu fiquei rodando pra lá e pra cá. Descobri na própria rua Marechal Floriano Peixoto, um hotel de boa qualidade e não muito caro. É lá que vou ficar, o local se chama Royal alguma coisa, não lembro direito. O quarto só estará disponível ao meio-dia. Até lá estou preso com esta mochila pesada.

Depois disso eu resolvi comer alguma coisa e passei numa lanchonetezinha chamada “Borboleta Azul”. O local está cheio de ovos de páscoa e é comandado por uma mulher e suas duas filhas. Comi, paguei e saí.

Continuando minhas andanças, descobri um lugar em Porto Alegre que me lembrou o Anhangabaú e a Paulista (até as pixações de protesto são iguais). Finalmente aqui ficou com cara de cidade. Lá eu descobri está Lan House, que na verdade é uma loja de informática com três computadores com acesso a internet. Conversei com o atendente e ele me deixou baixar as fotos para postar no blog. Acora eu me despeço pois vou buscar meu ingresso. Rezem por mim.

PS: Ah! E os taxis daqui são de uma cor muito estranha.

“I did my part, now it’s your turn. And remember, what you promissed”.
Blind Guardian, Into the Storm

Aeroporto Guarulhos Mar trilho do metrô metrô 1 metrô 2 caos-graf Ice-graf Bar Opinião 1 Bar Opinião 2 taxi anhan-poa1 anham-poa2

Traveler in time

quarta-feira, março 21st, 2007

Estou de férias e não tenho feito nada que valha realmente a pena. Segunda-feira que vem elas acabam e terei que aguardar mais um ano pra ter tempo pra fazer algo que eu realmente goste. O Blind Guardian está no Brasil e é bem provável que somente volte daqui a uns 5 ou 6 anos, quando lançarem outro álbum. Temos então tempo, coisas interessantes acontecendo e uma grande vontade de ter história pra contar no futuro, o que fazer com isso? Viajar! Sim, amanhã tomo um avião para Porto Alegre e seguirei o Blind Guardian pelos três últimos shows aqui no Brasil – Porto Alegre, São José e Curitiba.

Eu não conheço as cidades, não tenho estadia reservada, nem comprei os ingressos. As únicas coisas confirmadas até agora são o táxi até o aeroporto e as viagens de São Paulo até Porto Alegre e de Porto Alegre até Florianópolis, “o resto é silêncio”.

Roteiro de Viagem
21/03 – Porto Alegre

Porto Alegre - Mapa

Saio de São Paulo em poucas horas, o avião parte às 5 da madruga e estima-se que pousa às 6 e 30. Chegando lá vou buscar meu ingresso no Bar Opinião (local do show) ou na loja Place, depois vou atrás de algo para comer e um lugar para dormir. O show começa às 22 horas e pretendo ficar pelo local até a banda sair, tentar arrumar uns autógrafos e fotos. Afinal, todo mundo tem um pouco de tiete. Depois, se eu tiver algum lugar para dormir, vou para lá, se não…

22/03 – São José

São José - Mapa

Segundo dia, segundo show. De manhã pego o avião de PoA e vou até Florianópolis. A decolagem será às 7 e 20 e a chegada 8 e 10. Em Florianópolis, pego um ônibus e vou até São José, que é bem perto. Lá sigo a Via Crucis (ingresso, comida, pousada) e depois vou atrás de uma Lan House, atualizar meu diário de viagem. Além disso, tenho que ir atrás de passagens para Curitiba, mas não sei se de avião ou ônibus, tudo é meio nebuloso. Depois quero ir à praia, mas não é nada garantido. O show será no Arena Multiuso, mas não sei o endereço direito (só que fica no bairro Campinas – na beira mar) e começa às 21. A tietagem continua.

23/03 – Curitiba

Curitiba - Mapa

Último dia. Provavelmente estarei muito cansado. O esperado para esse dia é basicamente o mesmo dos anteriores. Acho que será meu maior desafio manter o ânimo para o terceiro show seguido da banda. Existe a possibilidade d’eu desencanar e ficar por Floripa mesmo, mas existe um trauma de infância que pesará nessa hora. É que em 98, o Blind fez um show extra aqui em Sampa (na verdade em Santo André) e eu não fui para ficar jogando video-game. Era o terceiro show que eu iria da banda (um a cada FdS) e eu estava meio desencanado. Depois fiquei sabendo que eles tocaram “Spread Your Wings” naquele dia… Triste.

Update: Acabei de descobrir que terei companhia na viagem. Apesar de não pegar os mesmos vôos que eu, o Marquinhos também vai aos shows e combinamos de nos encontrar por lá. Valeu Alessio e Janaína (sem que tem participação sua nisso) pelo meio-de-campo.

“Let’s pray, that heaven is on our side”
- Blind Guardian, Battlefield

Endereços e telefones úteis:
Aqui deixo uma pequena relação de endereços e telefones.

Porto Alegre

Opiniao Teatro Bar
Endereço: Rua José do Patrocínio, 834 – Bairro Cidade Baixa
Site: www.opiniao.com.br
(51) 3211-5668
(51) 3299-0900

Place (loja)
Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 323 Loja 57
Tel: (51) 3212-4755

São José
Desterro produções
Tel: (48) 9903-6146
Ingressos nas lojas Root Records em Floripa

Arena Multiuso
Endereço: Beira Mar (Bairro Campinas)

Curitiba
Hellooch (Antigo Moinho São Roque)
Endereço: R. Des. Westphalen,4000
Tel: (41)3013-3374

Ingressos nas lojas:
-Let’s Rock
-Dr. Rock
-Arte do Rock
-Classic Laser
-Michelli Board Shop
-Disk Ingressos (3315-0808)