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Guardando pra mais tarde

quarta-feira, setembro 8th, 2010

Duas semana atrás, no casamento do Flávio, o PH me chamou para comentar a respeito de um menino que vestia uma camiseta listrada horizontalmente de amarelo e preto e o quanto aquilo o fazia pensar no clipe do No Rain, do Blind Melon, uma banda grunge do meio dos anos 90 quem ambos admiramos, mas que teve uma carreira curta devido a morte do vocalista Shannon Hoon. Começamos logo a cantarolar a melodia principal de No Rain e isso chamou a atenção do Marcos, que me cutucou, pediu a atenção de sua namorada, Tais, e entào me pediu para repetir o que havia feito. Cantarolei novamente e a Tais sorriu. Perguntei se ela gostava de Blind Melon e ela disse que sim. Começamos a conversar sobre o assunto e eu então, para parecer que entendia do assunto, disse que No Rain não era a minha canção favorita daquele álbum, mas sim Soak The Sin (que mais tarde descobri não ser a música que eu pensava, mas tudo bem). A Tais então respondeu algo que me deixou intrigado. Ela disse: “ah, essa eu deixo pra mais tarde”. Como eu havia interpretado aquela resposta de umas três formas diferentes, perguntei a ela o que ela queria dizer e ela me explicou que, como a banda tinha poucas músicas, ela deixava as que mais gostava para mais tarde, para não enjoar; para manter a mágica. Eu achei aquilo meio estranho no momento, mas entendi o que ela quis dizer quando comparei a idéia com o álbum Imagination From the Other Side, do Blind Guardian. Meu álbum favorito.

Hoje, porém, voltando para casa cansado e com fome, percebi que não era bem como o Imaginations a idéia de deixar mais tarde. Ou talvez fosse, não posso dizer. O que ocorre é que me lembrei de que havia uma música que eu considerava sagrada, que me remetia aos meus oito anos e à minha primeira paixão. A música era Innocence , da Deborah Blando, um hit em 1992. Eu lembro que, anos mais tarde, baixei a música, mas evitava ouví-la. Na verdade, eu conseguia ouvir apenas um pequeno trecho do início e logo mudava de faixa, com o coração já transbordando. Certo dia, por culpa de um shuffle descuidado e uma cabeça avoada, percebi que a música havia começado e já havia passado da metade. Ouvi até o final e a mágica se quebrou. Na verdade, ela continua lá, mas desvirginada, conquistada e guardada como as coisas que Lourenço comprava em O Cheiro do Ralo. Importante, mas sem importância.

Há uma menina que tenho guardado pra mais tarde por um longo tempo. Ela também é sagrada e por isso sempre tive medo de que, se ela for um dia minha, a magia se acabe. Hoje eu cresci e um pouco que aprendi sobre relacionamentos me ensinaram que a magia tem que ser renovada diariamente. Hoje eu me sinto pronto e não mais quero deixar essa menina para mais tarde. Hoje eu tenho coragem que quere-lá comigo. Talvez seja tarde demais, mas eu não tenho mais medo de tentar.

Explodingdog - Dont let it get away
Explodingdog – Don’t let it get away

Mais algumas mudanças

terça-feira, agosto 24th, 2010

Eu li em algum lugar que 2010 era um ano de começos, que 2009 encerrava um ciclo e 2010 iniciava outro. No meu caso, essa afirmação não pode estar mais certa. Fora todas as mudanças na minha vida pessoal, internas e externas, a mudança dos meus pais e minha vida morando completamente sozinho, hoje teve início mais uma grande mudança, pois foi o meu primeiro dia em um novo setor da CAIXA. Quem me acompanha mais de perto já estava sabendo que isso iria acontecer, mas a data exata, nem mesmo eu sabia até ontem. Então vou aproveitar o post para contar para todos as novidades.

Vocês não sabem o quanto eu odiei esta foto!

Vocês não sabem o quanto eu odiei esta foto!

Meu último dia no antigo setor foi um pouco triste, mas nem tanto. Estavamos todos um pouco calejados de despedidas devido ao fechamento da unidade e foi até um certo alívio saber que a minha vez tinha chegado. Difícil mesmo foi me despedir da Fátima, que sempre me ajudou e que vai fazer uma falta do caramba. Quando a noite chegou, para evitar a ansiedade, fui ao cinema com o Potter assistir Os Mercenários. Mas falarei disso mais tarde, o filme merece um post só pra ele.

Como era esperado, e já rotineiro, tive dificuldades para dormir.

No dia seguinte, hoje, despertei bem cedo, umas 7 e 30, terminei de assitir Mononoke Hime e fui fazer feira. A minha compra é digna de um outro post, já que devo ter feito vários FAIL, comprando coisas por preços muito mais altos do que custam. Mas não vou fazê-lo… ao menos não hoje. Depois da feira, tomei um banho e me arrumei para sair. Nessa nova área, eu tenho que usar roupa social, gravata e os cambau. Ainda não vou de terno, pois acho que está muito calor, mas já me preparei nesse sentido também.

Cheguei lá às 11 e 40, conforme combinado com os outros 4 colegas do meu antigo setor que também estão indo para o novo. Todos engravatados e prontos. Subimos juntos e fomos recebidos muito bem pelo pessoal de lá. Logo de início, os gerentes se reuniram com a gente e dividiram-nos com as equipes. Eu acabei indo para uma equipe formada apenas por homens e que lida com a parte de desenvolvimento e homologação dos sistemas usados na unidade e nas dependentes. Sim, eu estou em uma centralizadora. Meu novo chefe é um cara que parece ser muito legal, mas severo. Pelo primeira vez vou ter um chefe homem na vida e quero ver como é que vai ser. Era esperado que outro cara de lá fosse para o meu lugar, mas por uma questão de equilíbrio das equipes, eu, novato, acabei ficando onde estou. Isso quer dizer que vou ter que provar a minha capacidade no meio deles e isso me deixou realmente empolgado. Estou finalmente na área que sempre quis estar (e não é a área de comunicação) e tenho que mostrar pra todo mundo o quando eu valho. Isso é emocionante! A parte boa foi que meu gerente logo percebeu a valia do meu conhecimento da área anterior e eu percebi que tenho muito a acrescentar a equipe. Além disso, é muito provável que eu me torne um dos responsáveis pelo informativo do setor, divulgado pelo Brasil inteiro.

Eu não podia estar mais feliz!

2010 é realmente um ano de inícios. Então chegou a hora de arregaçar as mangas, arar a terra e preparar o terreno para a maior colheita até agora!

Vamos à seara!

Um post sobre sexo

segunda-feira, agosto 16th, 2010

“Sexo é bom, na hora certa, com a pessoa certa”, disse a catequista Marlene a um grupo de crianças de 9 à 13 anos em 2004 explicando assim o que era a tal da luxuria. Eu, no momento em que me encontro, não posso concordar mais com essas sabias palavras. Hoje eu tenho 26 anos, moro sozinho, e posso dizer que conseguir alguém disposto a fazer sexo não é nada difícil nestes dias. Porém, confesso que a idéia do sexo casual nunca me foi muito atraente e hoje posso dizer que a prática também, não. Não que eu não goste de sexo, ou que não sinta falta, porque é exatamente o oposto. O que acontece é que tudo se torna tão vazio quando o fogo apaga; o aftersex é tão sem sentido…

Posso dizer que atualmente procuro alguma menina que me faça querer dormir abraçadinho e fazer sexo pela manhã. Alguém para mandar flores e fugir no meio da tarde. Alguém para espantar o frio.

Mas é como dizem: Enquanto não encontro a pessoa certa…

A Camisa Verde

domingo, junho 20th, 2010

Eu nunca gostei muito de futebol, mas uma coisa que sei é que sou Corinthiano. É engraçado como você pode não saber a escalação, como seu time vai no campeonato e coisas do tipo. Mas, se você assiste a algum jogo e vê seu time indo mal, seu coração para. Outra coisa engraçada é que nunca tive uma camisa do Corinthians (não uma que eu usasse, ao menos), e a única camisa de futebol que comprei para mim mesmo é a do Panathinaikos, o mais importante time grego. O motivo para eu ter comprado essa camisa, como se pode imaginar, foi uma piada interna. Mas não vou me alongar nisso agora.

Eu quase nunca usava minha camisa do Panathinaikos. Ela tem uma gola estranha que não combina com quase nenhuma roupa que eu uso (não que isso importe muito), e, pior que isso, ela é exatamente do mesmo tom de verde da camisa do Palmeiras. Isso sem falar que também possui detalhes em branco. Por isso, eu evito usá-la. Mas ontem, por ironia do destino, eu estava usando.

Eramos 4 caras em um carro saíndo de uma quermesse de igreja e descobrindo que aquilo ali não tinha mais qualquer graça para nós. Como a criatividade em um sábado à noite não é o forte do time masculino, decidimos novamente ir ao nosso bar padrão, o Blue Pub.

O caminho já havia se tornado um padrão para mim e eu o podia fazer sem nem perceber o que fazia. Nos outros assentos, conversas animadas e debates sobre que tipo de música e sobre qual limite de volume conseguiríamos berrar para conversar sobre ela aconteciam e tudo seguia como normal.

Já bem próximo ao bar, em uma das pequenas ruas e quebradas que se tem que tomar em São Paulo para não perder o seu dia inteiro em trânsito, paramos devido ao semáforo. Do outro lado da rua consigo ver algumas meninas um pouco animadas e uma delas começa a se aproximar do carro.

Os outros caras achavam que eu conhecia a garota. Eu também achava. Desliguei o som, puxando o cabo o iPod. Ela enfiou a cabeça para dentro do vidro do carona e disse para mim, ignorando o Gustavo, que estava sentado ali:

- Me dá um selinho.
- O que? Selinho? – Perguntei com medo de tomar uma decisão precipitada.
- É, Selinho. Assim – E fechou seus labios no centro de sua boca e fez um barulho de estalo.

Meio assustado, soltei o cinto e dei um selinho na garota há alguns centímetros do rosto do carona. Ela retirou seu corpo para fora do carro e nós seguimos. Ainda meui zonzo e descrente com a impossíbilidade da história, perguntei:

- O que foi que aconteceu?

Então o Gustavo, que estava mais próximo da garota quando ela falou disse:

- Sei lá, cara. Só sei que ela disse: “Ei PALMEIRENSE, me dá um selinho”.

Acho que vou usar minha camisa verde mais vezes.

Doente

segunda-feira, junho 7th, 2010

Uma das piores coisas de se morar sozinho é ficar doente e não ter ninguém pra te xamegar. Tá, na verdade essa é uma das piores coisas de não morar na mesma casa que sua mãe, ou algum mulher que te ame e te ature mesmo que você se torne uma pessoa irritante (ou seja, só a sua mãe mesmo). Eu estou doente agora e minha vontade e me esconder do mundo dentro do meu edredon e tomar sopa de galinha no canudinho pelo resto da eternidade, com minha mãe perguntando se estou bem a cada 5 minutos e eu me sentindo perfeitamente justificado por faltar no trabalho.

É, eu sei. Estou fazendo manha. Mas até que é gostoso. Nessas horas eu me lembro do Sheldon, no episódio que ele fica doente.

Eu quero queijo quente!