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	<title>NoNaMe&#039;s HiDEOuT</title>
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		<title>Guardando pra mais tarde</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 00:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Henrique</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas semana atrÃ¡s, no casamento do FlÃ¡vio, o PH me chamou para comentar a respeito de um menino que vestia uma camiseta listrada horizontalmente de amarelo e preto e o quanto aquilo o fazia pensar no clipe do No Rain, do Blind Melon, uma banda grunge do meio dos anos 90 quem ambos admiramos, mas que teve uma carreira curta devido a morte do vocalista Shannon Hoon. ComeÃ§amos logo a cantarolar a melodia principal de No Rain e isso chamou a atenÃ§Ã£o do Marcos, que me cutucou, pediu a atenÃ§Ã£o de sua namorada, Tais, e entÃ o me pediu para repetir o que havia feito. Cantarolei novamente e a Tais sorriu. Perguntei se ela gostava de Blind Melon e ela disse que sim. ComeÃ§amos a conversar sobre o assunto e eu entÃ£o, para parecer que entendia do assunto, disse que No Rain nÃ£o era a minha canÃ§Ã£o favorita daquele Ã¡lbum, mas sim Soak The Sin (que mais tarde descobri nÃ£o ser a mÃºsica que eu pensava, mas tudo bem). A Tais entÃ£o respondeu algo que me deixou intrigado. Ela disse: &#8220;ah, essa eu deixo pra mais tarde&#8221;. Como eu havia interpretado aquela resposta de umas trÃªs formas diferentes, perguntei a ela o que ela queria dizer e ela me explicou que, como a banda tinha poucas mÃºsicas, ela deixava as que mais gostava para mais tarde, para nÃ£o enjoar; para manter a mÃ¡gica. Eu achei aquilo meio estranho no momento, mas entendi o que ela quis dizer quando comparei a idÃ©ia com o Ã¡lbum Imagination From the Other Side, do Blind Guardian. Meu Ã¡lbum favorito.</p>
<p>Hoje, porÃ©m, voltando para casa cansado e com fome, percebi que nÃ£o era bem como o Imaginations a idÃ©ia de deixar mais tarde. Ou talvez fosse, nÃ£o posso dizer. O que ocorre Ã© que me lembrei de que havia uma mÃºsica que eu considerava sagrada, que me remetia aos meus oito anos e Ã  minha primeira paixÃ£o. A mÃºsica era Innocence , da Deborah Blando, um hit em 1992. Eu lembro que, anos mais tarde, baixei a mÃºsica, mas evitava ouvÃ­-la. Na verdade, eu conseguia ouvir apenas um pequeno trecho do inÃ­cio e logo mudava de faixa, com o coraÃ§Ã£o jÃ¡ transbordando. Certo dia, por culpa de um shuffle descuidado e uma cabeÃ§a avoada, percebi que a mÃºsica havia comeÃ§ado e jÃ¡ havia passado da metade. Ouvi atÃ© o final e a mÃ¡gica se quebrou. Na verdade, ela continua lÃ¡, mas desvirginada, conquistada e guardada como as coisas que LourenÃ§o comprava em O Cheiro do Ralo. Importante, mas sem importÃ¢ncia.</p>
<p>HÃ¡ uma menina que tenho guardado pra mais tarde por um longo tempo. Ela tambÃ©m Ã© sagrada e por isso sempre tive medo de que, se ela for um dia minha, a magia se acabe. Hoje eu cresci e um pouco que aprendi sobre relacionamentos me ensinaram que a magia tem que ser renovada diariamente. Hoje eu me sinto pronto e nÃ£o mais quero deixar essa menina para mais tarde. Hoje eu tenho coragem que quere-lÃ¡ comigo. Talvez seja tarde demais, mas eu nÃ£o tenho mais medo de tentar.</p>
<p style="text-align: center;">
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: center;">
<dl class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt" style="text-align: center;"><a href="http://explodingdog.com/drawing/dontletitgetaway.gif"><img title="Explodingdog - Dont let it get away" src="http://explodingdog.com/drawing/dontletitgetaway.gif" alt="Explodingdog - Dont let it get away" width="400" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Explodingdog &#8211; Don&#8217;t let it get away</dd>
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		<title>Mais algumas mudanÃ§as</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 00:50:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Henrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu li em algum lugar que 2010 era um ano de comeÃ§os, que 2009 encerrava um ciclo e 2010 iniciava outro. No meu caso, essa afirmaÃ§Ã£o nÃ£o pode estar mais certa. Fora todas as mudanÃ§as na minha vida pessoal, internas e externas, a mudanÃ§a dos meus pais e minha vida morando completamente sozinho, hoje teve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu li em algum lugar que 2010 era um ano de comeÃ§os, que 2009 encerrava um ciclo e 2010 iniciava outro. No meu caso, essa afirmaÃ§Ã£o nÃ£o pode estar mais certa. Fora todas as mudanÃ§as na minha vida pessoal, internas e externas, a mudanÃ§a dos meus pais e minha vida morando completamente sozinho, hoje teve inÃ­cio mais uma grande mudanÃ§a, pois foi o meu primeiro dia em um novo setor da CAIXA. Quem me acompanha mais de perto jÃ¡ estava sabendo que isso iria acontecer, mas a data exata, nem mesmo eu sabia atÃ© ontem. EntÃ£o vou aproveitar o post para contar para todos as novidades.</p>
<div id="attachment_1690" class="wp-caption alignleft" style="width: 234px"><img class="size-medium wp-image-1690  " style="margin: 5px;" title="De gravata" src="http://nonameshideout.com/wp/wp-content/uploads/2010/08/Foto-criada-em-2010-08-24-Ã s-19.33-224x300.jpg" alt="VocÃªs nÃ£o sabem o quanto eu odiei esta foto!" width="224" height="300" /><p class="wp-caption-text">VocÃªs nÃ£o sabem o quanto eu odiei esta foto!</p></div>
<p>Meu Ãºltimo dia no antigo setor foi um pouco triste, mas nem tanto. Estavamos todos um pouco calejados de despedidas devido ao fechamento da unidade e foi atÃ© um certo alÃ­vio saber que a minha vez tinha chegado. DifÃ­cil mesmo foi me despedir da FÃ¡tima, que sempre me ajudou e que vai fazer uma falta do caramba. Quando a noite chegou, para evitar a ansiedade, fui ao cinema com o Potter assistir Os MercenÃ¡rios. Mas falarei disso mais tarde, o filme merece um post sÃ³ pra ele.</p>
<p>Como era esperado, e jÃ¡ rotineiro, tive dificuldades para dormir.</p>
<p>No dia seguinte, hoje, despertei bem cedo, umas 7 e 30, terminei de assitir Mononoke Hime e fui fazer feira. A minha compra Ã© digna de um outro post, jÃ¡ que devo ter feito vÃ¡rios FAIL, comprando coisas por preÃ§os muito mais altos do que custam. Mas nÃ£o vou fazÃª-lo&#8230; ao menos nÃ£o hoje. Depois da feira, tomei um banho e me arrumei para sair. Nessa nova Ã¡rea, eu tenho que usar roupa social, gravata e os cambau. Ainda nÃ£o vou de terno, pois acho que estÃ¡ muito calor, mas jÃ¡ me preparei nesse sentido tambÃ©m.</p>
<p>Cheguei lÃ¡ Ã s 11 e 40, conforme combinado com os outros 4 colegas do meu antigo setor que tambÃ©m estÃ£o indo para o novo. Todos engravatados e prontos. Subimos juntos e fomos recebidos muito bem pelo pessoal de lÃ¡. Logo de inÃ­cio, os gerentes se reuniram com a gente e dividiram-nos com as equipes. Eu acabei indo para uma equipe formada apenas por homens e que lida com a parte de desenvolvimento e homologaÃ§Ã£o dos sistemas usados na unidade e nas dependentes. Sim, eu estou em uma centralizadora. Meu novo chefe Ã© um cara que parece ser muito legal, mas severo. Pelo primeira vez vou ter um chefe homem na vida e quero ver como Ã© que vai ser. Era esperado que outro cara de lÃ¡ fosse para o meu lugar, mas por uma questÃ£o de equilÃ­brio das equipes, eu, novato, acabei ficando onde estou. Isso quer dizer que vou ter que provar a minha capacidade no meio deles e isso me deixou realmente empolgado. Estou finalmente na Ã¡rea que sempre quis estar (e nÃ£o Ã© a Ã¡rea de comunicaÃ§Ã£o) e tenho que mostrar pra todo mundo o quando eu valho. Isso Ã© emocionante! A parte boa foi que meu gerente logo percebeu a valia do meu conhecimento da Ã¡rea anterior e eu percebi que tenho muito a acrescentar a equipe. AlÃ©m disso, Ã© muito provÃ¡vel que eu me torne um dos responsÃ¡veis pelo informativo do setor, divulgado pelo Brasil inteiro.</p>
<p>Eu nÃ£o podia estar mais feliz!</p>
<p>2010 Ã© realmente um ano de inÃ­cios. EntÃ£o chegou a hora de arregaÃ§ar as mangas, arar a terra e preparar o terreno para a maior colheita atÃ© agora!</p>
<p>Vamos Ã  seara!</p>
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		<title>Hardy e a IluminaÃ§Ã£o</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 14:29:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pirações]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante a ICE Tour 2009, jÃ¡ no finalzinho da mesma, em Londres, passei alguns dos piores dias de frio da minha vida (e estavamos apenas no Outono). Durante esses dias, conversei bastante com o Gustavo, primo do Rodolfo, jÃ¡ que nÃ£o tinhamos muito a fazer e a companhia dele era agradÃ¡vel. O Gustavo Ã© uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a ICE Tour 2009, jÃ¡ no finalzinho da mesma, em Londres, passei alguns dos piores dias de frio da minha vida (e estavamos apenas no Outono). Durante esses dias, conversei bastante com o Gustavo, primo do Rodolfo, jÃ¡ que nÃ£o tinhamos muito a fazer e a companhia dele era agradÃ¡vel. O Gustavo Ã© uma daquelas pessoas maravilhosas que simplesmente nasceram sem medo de tentar: tenho acompanhado a trajetÃ³ria de vida dele hÃ¡ um bom tempo e jÃ¡ vi ele entrar e sair de obsessÃµes e projetos, mas sempre tendo atingido seus objetivos e adquirido o conhecimento desejado para que tudo nÃ£o tenha sido em vÃ£o. NÃ£o Ã© nada estranho que uma pessoa que descubra esse potÃªncial em si mesmo, veja o mesmo potencial em cada ser humano. E nÃ£o Ã© nada incomum que se ilumine desse jeito (ou tenha um insight, vocÃª decide) comece a desejar transmitir essa &#8220;boa nova&#8221;. O problema Ã© quando o cara encontra um <em>hardy</em> como eu.</p>
<p><img class="alignleft" title="Hardy" src="http://www.gpdesenhos.com.br/imagens/outros/hanna/hardy.jpg" alt="" width="171" height="257" />A coisa que mais chocou o Gustavo, durante nossas conversas, foi o fato d&#8217;eu simplesmente ter consciÃªncia dos meus problemas e defeitos com tamanha clareza que parecia absurdo eles ainda serem problemas para mim. Se vocÃª sabe o que estÃ¡ errado, vocÃª simplesmente conserta, nÃ£o? Nem sempre! Quem lembra daquele conto <em>spin-off</em> do V de VinganÃ§a, sabe muito bem que andar na beirada de um prÃ©dio nÃ£o Ã© a mesma coisa que fazer o mesmo na rua. Mas, alÃ©m disso, existe tambÃ©m a questÃ£o de que, as vezes, simplesmente <em>nÃ£o se quer</em> resolver o problema. NÃ£o Ã© a toa que as pessoas que mais estudam a mente humana costumam ser as mais loucas, socialmente falando. AlÃ©m disso, quando vocÃª passa tempo suficiente dentro de si mesmo, aprende que as coisas nÃ£o estÃ£o tÃ£o separadinhas e organizadas em diferentes caixas e arquivos como se pode acreditar. LÃ¡ dentro Ã© uma bagunÃ§a, uma zona completa. PorÃ©m, Ã© uma zona ao melhor estilo caÃ³tico; Ã© um sistema vivo e complexo e interdepentende e a remoÃ§Ã£o de um simples mosquito pode causar a destruiÃ§Ã£o de todo eco-sistema. Era em cima dessa idÃ©ia que minha professora Liana criticava tÃ£o arduamente a PNL (ProgramaÃ§Ã£o Neuro-LinguÃ­stica) e eu tÃ´ com ela. Dando um exemplo que observei em mim mesmo: um dos meus maiores defeitos Ã© a minha carÃªncia. Isso me torna irritante, pois nÃ£o posso ficar muito tempo parado, sem tocar ou cutucar alguÃ©m. Sem falar que qualquer palavra mais brusca jÃ¡ me magoa e deprime. Eu poderia simplesmente aprender a me tornar uma pessoa mais centrada, e nÃ£o tÃ£o dependente da opiniÃ£o dos outros, mas isso me tornaria tambÃ©m uma pessoa mais fria, menos carinhosa e simpÃ¡tica (no sentido real da palavra) com os sentimentos dos outros. AlÃ©m disso, como disse certa vez a Marcele: &#8220;a gente tem que ter algum problema&#8221;.</p>
<p>Acho que era isso que queria contar. Sei lÃ¡ porque me peguei pensando nisso. Mas vou parar agora pois tenho que ir trabalhar. Desculpe-me Gustavo, mas tem gente que nÃ£o tem conserto mesmo. GraÃ§as ao Bom Pai!</p>
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		<title>Um post sobre sexo</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 04:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Sexo Ã© bom, na hora certa, com a pessoa certa&#8221;, disse a catequista Marlene a um grupo de crianÃ§as de 9 Ã  13 anos em 2004 explicando assim o que era a tal da luxuria. Eu, no momento em que me encontro, nÃ£o posso concordar mais com essas sabias palavras. Hoje eu tenho 26 anos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Sexo Ã© bom, na hora certa, com a pessoa certa&#8221;, disse a catequista Marlene a um grupo de crianÃ§as de 9 Ã  13 anos em 2004 explicando assim o que era a tal da luxuria. Eu, no momento em que me encontro, nÃ£o posso concordar mais com essas sabias palavras. Hoje eu tenho 26 anos, moro sozinho, e posso dizer que conseguir alguÃ©m disposto a fazer sexo nÃ£o Ã© nada difÃ­cil nestes dias. PorÃ©m, confesso que a idÃ©ia do sexo casual nunca me foi muito atraente e hoje posso dizer que a prÃ¡tica tambÃ©m, nÃ£o. NÃ£o que eu nÃ£o goste de sexo, ou que nÃ£o sinta falta, porque Ã© exatamente o oposto. O que acontece Ã© que tudo se torna tÃ£o vazio quando o fogo apaga; o <em>aftersex</em> Ã© tÃ£o sem sentido&#8230;</p>
<p>Posso dizer que atualmente procuro alguma menina que me faÃ§a querer dormir abraÃ§adinho e fazer sexo pela manhÃ£. AlguÃ©m para mandar flores e fugir no meio da tarde. AlguÃ©m para espantar o frio.</p>
<p>Mas Ã© como dizem: Enquanto nÃ£o encontro a pessoa certa&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://explodingdog.com/drawing/thebirdsaresingingalready.gif"><img class="aligncenter" title="The Birds Are Singing Already" src="http://explodingdog.com/drawing/thebirdsaresingingalready.gif" alt="" width="400" height="400" /></a></p>
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		<title>A Camisa Verde</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 14:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario Henrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu nunca gostei muito de futebol, mas uma coisa que sei Ã© que sou Corinthiano. Ã‰ engraÃ§ado como vocÃª pode nÃ£o saber a escalaÃ§Ã£o, como seu time vai no campeonato e coisas do tipo. Mas, se vocÃª assiste a algum jogo e vÃª seu time indo mal, seu coraÃ§Ã£o para. Outra coisa engraÃ§ada Ã© que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu nunca gostei muito de futebol, mas uma coisa que sei Ã© que sou Corinthiano. Ã‰ engraÃ§ado como vocÃª pode nÃ£o saber a escalaÃ§Ã£o, como seu time vai no campeonato e coisas do tipo. Mas, se vocÃª assiste a algum jogo e vÃª seu time indo mal, seu coraÃ§Ã£o para. Outra coisa engraÃ§ada Ã© que nunca tive uma camisa do Corinthians (nÃ£o uma que eu usasse, ao menos), e a Ãºnica camisa de futebol que comprei para mim mesmo Ã© a do Panathinaikos, o mais importante time grego. O motivo para eu ter comprado essa camisa, como se pode imaginar, foi uma piada interna. Mas nÃ£o vou me alongar nisso agora.</p>
<p>Eu quase nunca usava minha camisa do Panathinaikos. Ela tem uma gola estranha que nÃ£o combina com quase nenhuma roupa que eu uso (nÃ£o que isso importe muito), e, pior que isso, ela Ã© exatamente do mesmo tom de verde da camisa do Palmeiras. Isso sem falar que tambÃ©m possui detalhes em branco. Por isso, eu evito usÃ¡-la. Mas ontem, por ironia do destino, eu estava usando.</p>
<p>Eramos 4 caras em um carro saÃ­ndo de uma quermesse de igreja e descobrindo que aquilo ali nÃ£o tinha mais qualquer graÃ§a para nÃ³s. Como a criatividade em um sÃ¡bado Ã  noite nÃ£o Ã© o forte do time masculino, decidimos novamente ir ao nosso bar padrÃ£o, o Blue Pub.</p>
<p>O caminho jÃ¡ havia se tornado um padrÃ£o para mim e eu o podia fazer sem nem perceber o que fazia. Nos outros assentos, conversas animadas e debates sobre que tipo de mÃºsica e sobre qual limite de volume conseguirÃ­amos berrar para conversar sobre ela aconteciam e tudo seguia como normal.</p>
<p>JÃ¡ bem prÃ³ximo ao bar, em uma das pequenas ruas e quebradas que se tem que tomar em SÃ£o Paulo para nÃ£o perder o seu dia inteiro em trÃ¢nsito, paramos devido ao semÃ¡foro. Do outro lado da rua consigo ver algumas meninas um pouco animadas e uma delas comeÃ§a a se aproximar do carro.</p>
<p>Os outros caras achavam que eu conhecia a garota. Eu tambÃ©m achava. Desliguei o som, puxando o cabo o iPod. Ela enfiou a cabeÃ§a para dentro do vidro do carona e disse para mim, ignorando o Gustavo, que estava sentado ali:</p>
<p>- Me dÃ¡ um selinho.<br />
- O que? Selinho? &#8211; Perguntei com medo de tomar uma decisÃ£o precipitada.<br />
- Ã‰, Selinho. Assim &#8211; E fechou seus labios no centro de sua boca e fez um barulho de estalo.</p>
<p>Meio assustado, soltei o cinto e dei um selinho na garota hÃ¡ alguns centÃ­metros do rosto do carona. Ela retirou seu corpo para fora do carro e nÃ³s seguimos. Ainda meui zonzo e descrente com a impossÃ­bilidade da histÃ³ria, perguntei:</p>
<p>- O que foi que aconteceu?</p>
<p>EntÃ£o o Gustavo, que estava mais prÃ³ximo da garota quando ela falou disse:</p>
<p>- Sei lÃ¡, cara. SÃ³ sei que ela disse: &#8220;Ei PALMEIRENSE, me dÃ¡ um selinho&#8221;.</p>
<p>Acho que vou usar minha camisa verde mais vezes.</p>
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