Arquivos de março, 2005

Um Pouco Sobre Justiça

quinta-feira, março 31st, 2005

O ideal de um homem, ou o homem ideal, é ser justo. A justiça nada mais é do que a capacidade de diferenciar as coisas e atribuí-las diversos valores e pesos. Justiça de nada tem a ver com bondade. Aliás, a bondade em excesso é um vício tão grande quanto a maldade em excesso (e isso também vale para o oposto). Um homem justo nunca é bondoso ou maligno aos seus próprios olhos, ele somente é justo. Como uma calça que não nos aperta, nem nos sobra.

Assim é a justiça, sem glórias e nem vaias. A justiça é exata, matemática. Nada mais “justo” do que usar uma balança para representá-la.

Como não existem valores universais, como não existe um sistema justo – algo que seria decerto impossível -, o homem se utiliza do bom senso (mesmo que para ele esse bom senso signifique ignorar sua capacidade de julgar e seguir as regras pré-estabelecidas: a lei) para atingir a justiça. O problema acontece no momento em que todos acreditam possuir este bom senso, como já apontava Descartes:

“O Bom Senso é a coisa do mundo melhor partilhada, pois cada qual pensa estar tão bem provido dele, que mesmo os que são mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa não costumam desejar tê-lo mais do que o têm.”

O bom senso não passa de tato. Do olhar e compreender a situação. Fazer se parte dela sem perder a imparcialidade. Justiça, ao final, não passa de dar oportunidades iguais. Doa a quem doer.

numa ruazinha próxima à Praça da Sé

quarta-feira, março 23rd, 2005

honesto, puro e verdadeiro.

bexiga murcha

terça-feira, março 22nd, 2005

…escrito em 19.03.05…

Cara, tô tristinho! Não é nada demais, só o efeito bexiga (balão de festa) murcha. Sabe quando acabamos de viver momentos tão bons e, de repente, estamos sozinhos e, de alguma forma, impotentes? A sensação é muito parecida com a de uma bexiga murcha, que ja esteve outrora cheia de ar, mas se encontra vazia no momento. A bexiga murcha, além de vazia, também está deformada, decadente, violentada e impossível de voltar a sua forma original – também vazia, mas muito menos sofrida. Nesses momentos bate um desespero e uma vontade muito forte de sair deste estado flacido e desprezível. Um estado em que se contempla toda a frieza da vida. É claro que meu caso é apenas um protótipo, um rascunho desse tipo de sensação, mas não duvido que seja esse vazio – em escalas maiores (no melhor estilo bola de neve quando algo ínfimo se torna grande o suficiente para não mais podermos controlar) – seja o responsável por suicídios ou outras respostas desesperdas.

Neste momento estou num ônibus em direção à Itanhaém, lá não sei o que me espera além de uns poucos bons amigos. Após ter expressado meus sentimentos nesta poucas palavras, sinto-me melhor e consigo perceber um ponto positivo no estado de bexiga murcha. Ele – quando tratado em pequena escala por pessoas supostamente equilibradas (nunca realmente se sabe – sem sarcasmo) nos faz acostumar com a velocidade com que as coisas acontecem (e passam!) em nossas vidas. A bexiga murcha perdeo a virgindade que possuía quando nunca havia sido enchida. Ela foi maculada, e com isso, tornou-se maleável, amadureceu.
“Isto também passará”, diz o anel do rei em um dos mais belos contos ue já ouvi. E agora eu sei que a falta do ar representa um hiato necessário, um momento de reflexão e balanço – e de possível agradecimento, para mim que sou católico.

.:.bowling.:.

sábado, março 19th, 2005

Imagine que você vai jogar boliche com seus amigos. Qual seria a probabilidade da bola, habilmente jogada na canaleta, seguir por ela até o local onde se encontra os pinos, quicar, acertar uma placar de madeira com o nome do estabelecimento, ricochetear, entrar no vão onde fica o letreiro luminoso informativo, acertar uma lâmpada incandescente, inutilizando a pista? Ontem, com a bola em minhas mãos, essa quase nula probabilidade, tornou-se real.


e viva o delinquente juvenil!

Eu gosto quando os números do relógio digital danç…

sexta-feira, março 18th, 2005

Eu gosto quando os números do relógio digital dançam pra mim!