Arquivos de novembro, 2006

Eficiência

quinta-feira, novembro 30th, 2006

Sei que para muitos isso já é óbvio, mas não custa repetir.

Já perceberam que…

1 Os dias ÚTEIS são apenas de segunda à sexta?

2 Quando não trabalhamos estamos desCANSANDO?

3 Chamar alguém de RELAXADO é uma ofensa?

Uma curiosidade (aprendi ontem na aula da Jan): Durante o governo Vargas, o ócio era considerado crime e pessoas foram presas por não estarem fazendo nada.

Nunca se esqueçam: O trabalho enobrece o homem!

Deus seja louvado

quinta-feira, novembro 23rd, 2006

Hoje, no busão (a segunda maior fonte de inspiração, perdendo apenas para o banheiro), vi um cara na rua com uma camiseta escrita “Se Deus é por nós, quem será contra?”. Todo mundo conhece essa frase, quase tão repetida quanto “Deus é Fiel”, “O Senhor é Meu Pastor…” e todas aquelas outras. Pensando pouco, vi que a frase é verdadeira. Poxa, se a maior essência criativa existente está ao nosso favor; se o Onipotente, Onipresente e Onisciente diz que “tá beleza”, vou ter medo do que? Tudo muito justo, tudo muito “nas ordi”, mas chego a ficar irritado com a ingênuidade das pessoas. Cara, por que diabos Deus estaria ao seu favor? Você é mesquinho, podre, egoísta e grandemente incapacitado. Deus pode até torcer para que você cresça, agora, tomar o seu partido, só porque você gosta dele, já é demais, não? O engraçado é que na oração mais conhecida, da religião mais popular por esses lados, a gente reza exatamente o contrário. Alguém aí percebeu? A oração diz “Seja feita a Vossa vontade” e não a “nossa vontade”. Ah, mas deixa como está. É melhor a gente acreditar que ele é por nós do que o oposto. Imagina como Deus ficaria quando visse que tipo de gente é a favor dele. Coitado, ia ser aloprado no Panteão.


Explodingdog – we were once wild

be god!

quinta-feira, novembro 23rd, 2006

Em 23 anos de vida, nunca vi meu pai sem bigode. Dizem as lendas que, quando minha irmã aprendia a falar, ele resolveu tirar o bigode e o resultado foi que minha irmã não o reconheceu. Anos atrás ele quis fazer a mesma coisa, eu o incentivei: não entendia como uma coisa tão feia, um tufo de pelo em cima da boca, podia ser tão importante. Isso até hoje.

A Janaína estava de saco cheio de me ver barbudo e novamente perguntou se eu não iria tirar a barba. Fiz algumas brincadeiras, enrolei um pouco, mas me decidi a tirá-la assim que chegasse em casa. Eu menti, antes de tirar a barba, fui comprar 200 (duzenTOS) gramas de presunto na padaria e deixei o aparador de costeleta carregando. Quando voltei, e após ter comido um pãozinho, fui até o espelho e encarei meu destino. Comecei pelas costeletas, segui pelo maxilar e limpei o queixo. Tudo pronto, exceto o bigode, que deixei por último. Um enxague, para tirar o excesso de espuma do rosto e uma olhada no espelho. Ao ver meu rosto coberto apenas pelo bigode, tive uma das sensações mais estranhas de toda minha vida: eu sabia que aquele treco era ridículo, mas, ao mesmo tempo, apaixonei-me por ele na hora. Desisti de cortá-lo naquele momento. Resolvi ficar com meu bigode só mais alguns minutos. Saí mostrando pra todo mundo de casa e o pessoal aprovou (pudera, convivendo com meu pai, qualquer um se acostuma) e o tempo foi passando. Agora são 23 e 42 e eu ainda não consegui livrar-me do meu bigode, na verdade eu vou ficar com ele por bem mais tempo (talvez até mais tempo que meu pai). Já não consigo imaginar meu rosto sem ele. mas acho que isso já era de se esperar, pois o bigode é o elo (o único oficialmente aceito) que une meus dois ídolos: meu pai e Freddie Mercury.

be GOD!

Censura

quarta-feira, novembro 22nd, 2006

O Sol acordou de bom humor hoje, não? Seis e cinquenta (5 e 50, sem o horário de verão) e lá estava o Sol radiante e feliz, dois palmos acima do chão, ao melhor estilo comercial de Toddy. “Another Perfect Day”, diria o Motörhead. Aliás, por falar em Motörhead: não é a coisa mais sexy do mundo quando uma garota linda aparece vestida com aquela camiseta preta com o logo deles em branco? É, eu sei, a gente pensa logo em cerveja…

A Caixa bloqueou o Blogger, não dá mais para postar no trabalho. O estranho é que eles bloquearam qualquer endereço dentro de blogger.com, mas o blogspot.com ainda vale. Ou seja, dá pra visitar qualquer blog, só não dá pra comentar. Vai entender? Para driblar esse probleminha, minha super namorada entra em ação e publica os posts que eu envio por e-mail para ela. É muito bom poder contar com ela, o único problema é que ela tem acesso a tudo que eu escrevo antes e eu posso acabar sendo censurado ou alterado (por exemplo, eu não lembro de ter escrito “super” antes do namorada). Mas eu acho que não sofrerei nenhuma grande represália. Isso é claro, se eu me conter e não falar mal do Fidel Castro. Porque se eu falar alguma coisa daquele Velho Gagá, que ela não goste, pode ser que a cens…

BOLO DE CENOURA

INGREDIENTES:
1/2 xícara (chá) de óleo
3 cenouras raladas
4 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
2 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó

Cobertura

1 colher (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de chocolate em pó ou Nescau
1 xícara (chá) de açúcar
Se desejar uma cobertura molinha coloque 5 colheres de leite

MODO DE PREPARO:

Bata tudo no liquidificador, primeiro a cenoura com os ovos e o óleo, depois os outros ingredientes misturando tudo, menos o fermento.
Esse é misturado lentamente com uma colher.
Asse em forno pré aquecido (l80ºC) por 40 minutos.
Para a Cobertura: misture todos os ingredientes, leve ao fogo, faça uma calda e coloque por cima do bolo.

Volúpia do Aborrecimento

terça-feira, novembro 21st, 2006

Estava no ônibus, livro aberto no colo, olhando para a rua. Eu passava pela Avenida Vergueiro e tinha a cabeça voltada a entender a tal da Volúpia do Aborrecimento, tão importante para o Finado Cubas. Divaga e lançava meus olhares para rua como alguém que encara os oceanos: somente buscando o que está além do horizonte, o que não pode ser visto. Foi então que uma garota me chamou a atenção. Não era bela, na verdade, não consigo me lembrar de suas feições, pois o que me chamou a atenção foi seu blazer que caiu de seu braço, que carregava alguns cadernos (não muitos, talvez apenas um). O blazer caiu e a menina não viu. Uma rima infantil, mas meu espanto foi adulto. Eu olhava ansioso, esperando que ela se voltasse para pegar a blusa, mas nada. Pensei em levantar e gritar, mas a timidez nesses momentos fala um pouco mais alto, e, desta vez, ganhou a disputa. Fiquei ali, junto a blusa, meio desolado e assustado, sem saber o que fazer. O ônibus seguiu e eu continuava sem a menor idéia do que era a Volúpia do Aborrecimento.


Explodingdog – legalize it right now we wanna blaze one