Arquivos de julho, 2007

Embromator’s Cup

segunda-feira, julho 23rd, 2007

E tem gente que achou que o verdadeiro talento do Alessio não seria reconhecido:

http://www.embromators.com.br/oque/

“Pane no sistema, ah ah: um disco voador”
- Alessio Esteves

Vinte (e um) anos

segunda-feira, julho 16th, 2007

Hoje é o aniversário da Jan. Hoje não vou me preocupar com estilo, nem com metáforas ou analogias. Não vou dizer que a Jan é “ela”, a “elegida” ou algo do tipo. Quem passou mais de cinco minutos conversando comigo neste último um ano, sabe quem é a Janaína e o queanto ela é importante para mim.

Há um ano, no coreto – o lugar mágico – da Pça Silvio Romero, ela tomou coragem (e duas doses de José Cuervo) e me pediu em namoro. Naquele dia confirmamos algo que já existia, a nossa união. De um ano para cá, minha vida mudou completamente e, apesar de ter momentos em que gostaria de ter algumas das liberdades que eu tinha como solteiro, não me arrependo por nem um segundo do sim que disse na madrugada do dia 15 para 16 de julho de 2006.

Feliz Aniversário, meu amor. Temos toda uma vida juntos pela frente.

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Confissões

segunda-feira, julho 9th, 2007

Agora, acabou de acontecer, encontrei uma carta antiga em que me declarava para uma garota. A carta é linda, as palavras são encantadoras, dignas de um romance – chego a me lembrar da primeira parte de Werther, não sem motivo – eu havia lido o livro e assistido uma peça baseada na obra na época. Eu entrego minha alma e o resto da minha vida naquela carta. E agora, quando tudo aquilo não passa de uma lembrança risonha, um marco da ingenuidade do passado (sempre zombada pela ingenuidade atual), percebo como a gente se entrega fácil, como nosso coração é desvalorizado por nós mesmos. Como jurar o amor antes que o amor tenha sido provado. Como prometer, acreditando na promessa, de que o céu e todas suas estrelas serão roubados e entregues àquela que é a única em nossos pensamentos e razão de nossos dias, se o nosso retorno apenas é garantido pela embriaguez dos nossos sentidos, ou como acontece na maioria das vezes, pelo desejo por essa embriaguez?

Talvez seja desejo pelo drama, assim é o homem e assim espero que continue. Mas o drama é assim mesmo: uma comédia onde nos colocamos no lugar de um ser humano. E que isso me sirva de lembrança para o futuro: pois todas as lágrimas de hoje, serão as risadas de amanhã.

Isso me lembra de outra coisa. Crescemos, parabéns à todos, parece que conseguimos. Trabalhamos, dirigimos, transamos, gastamos e trabalhamos novamente. Somos escravos, o grande plano realizado: massificação da escravatura. É o que ganhamos com a suposta abolição: Já que não podemos ter escravos, que todos sejam escravos. Ou, pelo menos é isso que pensa uma mente cansada após um dia ruim. E parece que não tem fim, as coisas ruins. Quando elas acabarão? Quando seremos realmente livres?

Quando eu era criança, eu me sentia da mesma forma. Pôxa, aula amanhã. Eu não quero! Provas para estudar, matérias para decorar, apresentações (em cartolina) para entregar. E eu nem falei do convívio social. Tudo era deveras cansativo. Mas hoje pensamos: àqueles foram os dias. Na época, os dias eram os anteriores e por aí vai. Satisfação plena, aprendi na aula de psicologia: só no ventre materno. Depois disso somente cai.

Que somos reclamações (ou que eu apenas seja, não importa realmente), isso eu já sei. O passado sempre nos parece melhor que o futuro. Porém, existe algo neste momento em minha existência que me entristece deveras: a falta de perspectiva. Não digo apenas minha, mas eu a reconheço em alguns outros. No colegial e antes, acreditávamos que o mundo seria diferente depois de terminarmos aquela etapa. Agora eu me encontro em uma etapa que parece quase sem fim. Trabalharei até ser esgotado, venderei as minhas melhores tardes ensolaradas para uma empresa com o objetivo de… ser feliz? Será? Honestamente, ninguém é feliz trabalhando, mas apenas criando. Quem cria não trabalha, diviniza. Ah, ser escravo do ponto não é legal para ninguém. E nem vou falar na dificuldade de entender o objetivo do seu esforço; entender o propósito do seu trabalho. E se eu morresse? Tirando o âmbito pessoal, não muito mudaria.

Espero que alguém entenda o que quero dizer nessas linhas. Olhar para trás continua saudosista e deliciosamente amargo, mas olhar para a frente não nos trás nada de novo, nenhum horizonte. Aqui estamos e daqui nunca sairemos.

Ou talvez seja, novamente, apenas o desejo humano pelo drama. Rio do passado como choro pelo presente.

“Nunca é a palavra que Deus ouve quando quer dar umas boas risadas.”
- Stephen King


Explodingdog – I need to be outside