Arquivos de outubro, 2007

O Grilo

segunda-feira, outubro 29th, 2007

Eu estava no viaduto Beneficência Portuguesa, olhando os carros passarem na 23 de Maio e tomando um vento na cara, quando um grilo, daqueles bem pequenos e verdes, pousou em meu braço.

Minha primeira reação foi assoprar, pois pensei que fosse folha. O grilo então saltou e pousou novemente em mim. Mais uma vez soprei, desta vez já sabendo que era grilo, e o bichinho repetiu sua rotina: saltou e voltou a pousar em mim, só que em outro braço. Soprei uma terceira vez e o grilo fez a mesma coisa que fizera duas outras vezes.

Nesse momento parei. Senti-me mal por ter expulso o bichinho tantas vezes de perto de mim. Arrependi-me e até cheguei a afeiçoar-me dele. Foi então que ele saltou de meu braço e desapareceu.

Acho que o grilo era mulher.

Minha Pochetinha

quarta-feira, outubro 24th, 2007

A um certo tempo tenho percebido (ou percebem para mim) que uma barriguinha tem sido cultivada em meu abdômen. Como sou de constituição esbelta (um pau de virar tripa), essa pequena saliência estomacal torna minha aparência um pouco mais disforme do que já é. Ontem, porém, horas após a janta, percebi que minha barriguinha permanecia inchada, mais do que eu havia me acostumado a ver. Senti-me estranho e passei longos momentos de frente ao espelho do meu guarda-roupa, admirando e repudiando essa novidade em meu corpo, minha pochetinha.

Hoje, voltando da aula de baixo, passei em frente a uma farmácia e resolvi me pesar. O resultado foi assustador. Resolvi então abandonar o máximo de peso extra que carregava, tirando a blusa e o tocador de MP3. A cruel balança recompensou-me pelo esforço com uma leve descida, que marcou um quilo a menos do que eu havia lido anteriormente. Eu, um garoto que não passava dos 58 quilos em mais de 4 anos, estou pesando 64. Isso, sessenta e quatro (SIXTY FOOOOOOOOOUR). Permaneci embasbacado por alguns segundos, e então resolvi:

O meu problema tem três saídas até o momento, basta eu me decidir qual seguir:

A primeira, e mais simples de todas, é simplesmente manter minha dieta e meus hábitos diários como estão. O resultado não é nada favorável, pois posso, além de manter meu peso e barriga, aumentá-los.

A segunda é uma decisão radical. Sei que estou engordando por dois motivos: Namoro e por ter me tornado vegetariano. O namoro é vicio, não dá pra cortar. Agora, eu posso voltar a comer carne e parar de substituí-la com porções cavalares de macarrão espaguete com molho sugo (do Spoletto, de preferência) ou Yakisoba Vegetariano (do China in Box). O resultado será a volta da minha constituição física, o que me sou como um regresso.

a terceira, e última opção, é aproveitar meu ganho de massa física e desenvolvê-la através de exercícios físicos. Além de esculpir minhas banhas em algo realmente atraente, ganho também maior resistência e assim diminuo minha constantes dores musculares geradas pelo sedentarismo.

Não sei ao certo qual decisão seguir. Fazer exercícios me parece a que me gerará os maiores benefícios, das três opções. Voltar a comer carne pode ser realmente bom, pois sinto falta de coxinhas e patês de atum ou presunto. Agora, eu aposto grande parte das minhas fichas na primeira opção. Não que eu não vá tentar a terceira. Mas, sejamos honesto, eu já estou perdendo o cabelo, ficar gordo é só uma conseqüência. É o pacote completo, não?

Tá, Jan, eu faço abdominais. Agora licença que eu vou comer os pastéis que minha mãe fez.


Explodingdog – no more little babies

Porte de Armas

sexta-feira, outubro 12th, 2007
CNH

E tenham medo.

Eu não consigo!

sexta-feira, outubro 12th, 2007

Não adianta, nunca vou conseguir terminar a história. Era pra ser uma coisa pequena, simples, mas ela tem crescido, aumentado. Agora já está na página 25 e isso não é nada bom. Faz mais de 3 meses que estou tentando terminá-la e nada. Que raiva. Eu queria algo simples, mas complexou. Queria algo infantil, mas adulterou. E o pior de tudo é que eu não quero ter que fazer a porra da revisão.

Odeio, odeio, odeio!

Vai porra, volta pro Word.

Maldito Pernambuco.

A Traição Feminina

sábado, outubro 6th, 2007

O assunto é polêmico: as diferenças entre homens e mulheres. É polêmico porque é tratado com hipocrisia. Devido aos incontáveis anos de opressão e desigualdade ao sexo feminino, hoje não se pode apontar as diferenças entre os sexos se não for demonstrada uma óbvia superioridade ao sexo feminino. Uma forma de compensação? Talvez. Porém, como homem, me cansa ouvir discursos a respeito das dores do parto e da benção da maternidade, sobre a delicadeza e intuição que os homens nunca possuirão. Sobre como os homens somente servem para abrir potes de palmito e trocar a lâmpada. Quando ambos os sexos possuem qualidades e defeitos tanto física quanto mentalmente. E, mesmo sendo capazes de realizarem as mesmas tarefas, a forma como elas são feitas divergem e, finalmente, determina que as diferenças entre os sexos não se limitam aos órgãos genitais.

A traição nos relacionamentos amorosos, algo que se torna quase corriqueiro quando se é jovem, tem motivos e conseqüências grandemente dispares quando realizada por um homem ou por uma mulher. No homem, o que encontramos é um desejo físico pelas curvas de outras mulheres, isso junto com a satisfação da conquista, do domínio. Para o homem, trair é pilhar. Apoderar-se de mais uma, ter mais que o outro. Porém, após a conquista, a satisfação mingua e o interesse se esvai. Já, para a mulher, a traição é motivo de sobrevivência. Se o homem busca conquistar, a mulher anseia por administrar, manter, retirar o melhor possível de uma possibilidade. O homem é instantâneo, a mulher é processual. Quando a mulher trai, ela o faz por estar insatisfeita com o relacionamento em que se encontra. O amante então é escolhido dentro das qualidades que faltam no cônjuge. Ela, porém, sagaz desde o Éden, não abandona o parceiro atual, mantendo o amante como um plano B. Por mais estranho que possa parecer para os homens, quando o coração de uma mulher é conquistado, muitos erros são perdoados (perdoados a fogo, em muitos casos) antes que a mulher decida cortar os laços da relação. Um outro motivo para a traição feminina está no fortalecimento dos laços com o atual cônjuge. Nesses casos, a mulher trai com o intuito de fortalecer sua auto-estima e ameaçar seu atual parceiro com a possibilidade de perde-la. A traição nem sempre é necessariamente descoberta. Muitas vezes, somente a insinuação do ocorrido é suficiente para que o macho vigente “entre nos trilhos”.

Da mesma forma, os amantes, o outro lado da traição, também se comportam de maneiras diferentes, quando homem ou mulher. O amante masculino busca, mais uma vez, a conquista. Tirar de um homem aquilo que ele possui é algo que atrai os homens. Uma coisa interessante é que para o homem, quanto menos contato ele tiver com o cônjuge da mulher com quem ele tem um caso, melhor. O homem busca superar outros homens, mas nunca um igual. Um homem que se torna amigo de outro homem, não o trai. Isso somente ocorre em casos extremos, quando o desejo fala mais alto e o homem torna-se o boçal que é capaz de se tornar. No caso feminino, a amante trata toda a situação como a “dança das cadeiras”. Quem não estiver sentada quando a música parar de tocar (e isso se dá lá pelos trinta e cinco anos), é descartada e jogada fora da brincadeira. A mulher pode não precisar de um homem, mas precisa, sim, justificar sua existência. De tempos para cá, as mulheres tem encontrado sua justificativa existencial em diversas realizações: em sua maioria profissional. Porém, por mais que se negue, toda mulher deseja ser mãe. Se, em um homem, a mulher não busque mais a segurança e a estabilidade para erguer sua família, pois pode muito bem tornar-se independente financeiramente (e muitas acreditam isso ser o suficiente), a busca pelo parceiro ideal permanece, pois no amante, a mulher vê os filhos que pode gerar. E não sejamos hipócritas, as mulheres devem ser mais seletivas que os homens, sim. Enquanto um homem pode (tem o potencial de) engravidar diversas mulheres diferentes em um curto período de tempo, a mulher somente gera um por ano. Isso sem falar no fato de todas as complicações de se ter um filho, as dores e mudanças físicas. Então, se quando a mulher encontrar se homem ideal, ele estiver acompanhado: “problema dela”, pensa a amante e rouba o macho para si. As mulheres competem entre si de uma maneira extremamente agressiva e desesperada.

Há algo que sempre causa polêmica quando eu digo, que é: as mulheres não tem amigas. Causa polêmica porque é mais interessante gritar do que ouvir. Eu digo que a amizade é algo exclusivo dos homens porque ela nasce do interesse comum. Os homens se tornam amigos porque gostam do mesmo time de futebol; porque são fãs da mesma banda de rock; porque pescam no mesmo lugar. Basicamente, os homens se tornam amigos, porque defendem o mesmo ideal. A amizade é filha da guerra. Quando os homens se juntam para lutar contra um inimigo, tornam-se amigos. Enquanto isso, deixados para trás, estão as mulheres e as crianças. Em sua própria guerra, as mulheres são deixadas a mercê das circunstâncias, lutando, cada uma, sua guerra particular pela sobrevivência de um lar. Não há como nascer amizade nesse meio, apenas um coleguismo mutuo, enquanto houver interesses. E é exatamente por saberem que estão abandonadas à própria sorte, que as mulheres buscam fortalecer seu núcleo, juntando-se ao melhor macho disponível.

Encerrando então este texto, deixo claro que não sou formado em Antopologia, muito menos em Psicologia. O que descrevo acima é apenas uma reflexão acima de observações ao longo dos anos, bem como experiências próprias. O que tenho percebido, ao final de tudo, é que a maioria dos homens que se relacionam com mulheres compromissadas acabam sofrendo bastante, pois, apesar de serem tratados como planos B, esses homens são levados a crer que não são apenas desejados, mas sim amados. São eles estão ignorados quando o interesse mingua e recordados e refisgados quando os problemas do relacionamento oficial reaparecem. Não que uma amante feminina não sofra, ser amante é sofrer, porém, o sofrimento neste caso vem das ilusões que ela própria criou, e não das que foram colocadas em sua cabeça. Um homem quando trai, tem casos. Uma mulher tem romances.

Mas isso é apenas a minha opinião.

A grande diferença entre Patrimônio e Matrimônio.


explodingdog – I’m standing on the edge