Arquivos de novembro, 2007

Te conheço?

sábado, novembro 17th, 2007

Seguinte: devido ao alto número de spams que este blog tem recebido (e não estou falando da Elisa, mas de bots malditos, mesmo), todos os comentários terão que ser aprovados. A coisa é chata, eu sei, mas por enquanto vai ser assim, ok?

Beijos!

Quatro Bernardos

terça-feira, novembro 6th, 2007

Em “A Família Augustim”, fiz um breve resumo de como a família Augustim veio a mudar de nome, tornando-se Bernardo – nome este que carrego. O texto encerra no momento em que Otávio Bernardo é batizado, porém não fala nada sobre o passado de seu pai, José Bernardo Augusto e nem sobre o que sucedeu até os dias de hoje. Eis então, o motivo deste novo relato genealógico.

Era sabido por mim que José Bernardo Augusto foi um grande fazendeiro e homem de posses. Também é sabido que grande parte dessa fortuna foi torrada por ele mesmo em jogos e bebidas (e talvez mulheres). O que eu não sabia era como José Bernardo Augusto havia juntado suas posses.

Em visita a Palmital, cidade natal da maioria dos Bernardo até o momento, semana passada, obtive um relato de Mario Bernardes, tio de Mario Bernardo – meu pai, que dizia que José Bernardo Augusto havia juntado sua fortuna graças à um negócio de entrega de alfafa ao exército brasileiro. O negócio todo foi superfaturado e havia grande participação de políticos influentes da época. Meu bisavó começou tudo com uma carroça e cinco burros e logo ele possuía diversas fazendas e até vilas para que seus funcionários morassem. Meu tio-avô Mario Bernardes também me disse que em visita à Xavantes, descobriu que muitos ali ainda odiavam seu avó pela forma com que tratava seus empregados. A única coisa que fiquei sabendo a respeito desses maus tratos era que ele obrigava seus empregados a comprar mantimentos em sua venda, mantendo-os sempre devedores à ele, uma prática comum naqueles tempos.

José Bernardo Augusto casou se com Geracina Maria de Jesus, filha de Amantino Siqueira Bueno e uma índia conhecida apenas como Bugra Louca. A história de Geracina é muito interessante, mas deixarei para contar em outra ocasião. Dizem que o total de filhos que os dois tiveram foi 11, porém, apenas 5 vingaram. Eles são Otávio Bernardo, Otália Bernardo, Onofre Bernardo, Ana Maria Bernardo e Mario Bernardes. Os filhos de José Bernardo Augusto não receberam o sobrenome da avó, Augusto, conforme explicado no texto anterior. Além disso, devido erro cartorial, o filho mais novo do casal, Mario, recebeu o sobrenome Bernardes e não Bernardo. Os filhos de José e Geracina casaram-se respectivamente com Maria José Galvão Rocha (Mariinha), José Francisco Freitas (Eca), Lazara Ferreira (Laza), José Moreira Oliveira e Elisa Alves Ribeiro.

Como foi dito anteriormente, José Bernardo Augusto perdeu a maior parte de sua fortuna com jogos e bebidas. Existe uma história que diz que ele chegou a ganhar e a perder um circo inteiro em uma noite de jogo. As posses da família minguaram rapidamente e Geracina, uma mulher de sangue forte, decidiu entrar na justiça para assegurar que sua parte das posses de seu marido, sua herança, não fossem absorvidas antes do tempo. Porém, isso não foi necessário e José Bernardo aceitou que sua parte lhe fosse dada antes de sua morte. O total recebido por Geracina foi um terreno de 90 alqueires paulista, que dá 2.178 km² de terra, o que não era nada comparado ao que José teve em seus tempos áureos. Geracina dividiu a terra em cinco partes iguais, uma para cada filho. Otávio, meu avô, ficou com o pedaço de terra margeando o Rio Paranapanema, pois aproveitava o barro para sua olaria. Ao lado dele ficou Eca, depois José Moreira e então Mario Bernardes. Do outro lado da estrada, estava Onofre – que ficou com 24 alqueires. A divisão toda é meio confusa, visto que conheço duas versões da história. De acordo com meu pai, a fazenda inteira tinha 224 alqueires, dois quais 104 foram o que restou para os filhos de José Bernardo. Fazenda Cascalho era o nome do local. O destino da Fazenda Cascalho na mão dos novos donos foi o mesmo do que tivera anteriormente: cada um vendeu sua parte, uns antes e outros depois, pagando dívidas ou adquirindo novas.

Otavio Bernardo era o filho mais velho de Jose Bernardo Augusto. Seu casamento com Maria José Galvão Rocha (Mariinha) gerou cinco filhos: Maria Aparecida Bernardo (Cida), Alfredo Otavio Bernardo (Toti), Mario Bernardo Sobrinho, José Manuel Rocha Bernardo (Zé Mane) e Disnei Rocha Bernardo. Seguindo os passos do pai, também se envolveu em bebidas e jogos, mas em menor escala. De acordo com meu pai, seu grande vício era a pinga de alambique, porém o que o matou foi o câncer devido ao cigarro. Em uma visita à casa de minha tia Cida, fiquei sabendo pela minha avó Mariinha, que Otavio nunca fora um homem firme, que em certa vez, ao ter suas terras invadidas pela água do rio, ele nada fez, ao invés de brigar na prefeitura, como sua mulher acreditava que ele devia ter feito. Novamente de acordo com ela, ele também tivera amantes e gastara grandes somas com ela. Os relatos da minha mãe mostram um outro homem, que ao invés de fraco, era bondoso e gentil. Meu pai dissera que ele era um “almofadinha”, o que é reforçado com os comentários de minha mãe, que dizem que ele trocava de carro a todo momento. Não sei ao certo o destino de cada um dos irmãos de Otavio, mas, pelo que me parece, não foram muito diferentes do dele. Os filhos de Otavio e Maria casaram-se com Lorival Risardi, Pedrina, Maria Aparecida Perin, Egídia Maria dos Anjos Fernandes. A mulher de Disnei não descobri o nome ainda e minha fontes no momento (meu pai e minha mãe) não se recordam.

Certa vez meu avô dissera ao meu pai: “Eu sou filho de pai rico, você não” e eu não acredito que haja nenhuma outra forma de descrever a vida de meu pai. Homem trabalhador e honesto, meu pai nunca teve as regalias que seus antepassados tiveram. As histórias que ele me conta sobre seu passado vão até o momento em que se despediu da Associação Comercial de São Paulo, onde conheceu Maria Aparecida Perin, minha mãe, que também trabalhava lá (eles se conheceram em uma excursão à Caverna do Diabo), depois disso, ele nada conta. O passado de meu pai é cheio de história interessantes e curiosas. Um garoto bastante inteligente e arrogante, foi expulso da escola na sétima série por algum tipo de desacato, que não me lembro. Já trabalhando na Associação Comercial, quando em São Paulo, ele conta sobre como respondia diretamente ao presidente da associação, que na época era Paulo Salim Maluf, e como isso deu resultados positivos. O que aconteceu após sua saída da associação é uma informação que tive apenas com minha mãe e por algumas fotos. É sabido que ele foi para Palmital tentar a vida plantando soja, o que não deu certo e fez com que ele retornasse para São Paulo mais tarde. Ocorre que o principal motivo do insucesso de meu pai não foi a plantação em si, mas sim a má administração do dinheiro pelo meu avô. Não vou entrar muito neste assunto, mas acho que já deu para imaginar o ocorrido. Após algum tempo, minha mãe foi até Palmital e ofereceu ajuda ao meu pai. Ela disse que ele poderia vir para São Paulo, morar na casa dela, e que ela o ajudaria a se reestruturar. Disse também que ele não tinha nenhuma obrigação de casar-se com ela por causa disso, mas que ele tinha cinco dias para decidir. Ele decidiu por sim, e com a ajuda do meu avô materno, Pedro Perin Sobrinho, logo arrumou um emprego na Light São Paulo, mais tarde comprada pelo governo paulista, sendo então chamada de Eletropaulo. Mario Bernardo Sobrinho trabalho na Eletropaulo até se aposentar em abril de 2001.

Mario Bernardo Sobrinho e Maria Aparecida Perin Bernardo tiveram dois filhos: Ana Carolina Perin Bernardo e Mário Henrique Perin Bernardo. Este último, autor deste texto, é um rapaz sonhador, deveras arrogante, mas tímido. Alguém que eternamente “sonha ser”, mas não sabe direito o que. Faz questão sempre de ter uma posição de destaque em tudo o que participa, mas isso não pelo status, mas sim pelo desejo de ver as coisas acontecerem. Ele hoje faz aniversário e, por isso isto mesmo, decidiu olhar para trás, para ver se entendia o que diabos acontece com sua vida e até onde ele pode chegar.

Parabéns para mim!

Für Elise – pt2

quinta-feira, novembro 1st, 2007

Todo mundo que tem blog sabe: A Elisa enche o saco!

Nunca aparece, nem comenta porra nenhuma no blog de ninguém. Mas de tempos em tempos, aparece nos comentários do pessoal para avisar que seu blog está atualizado. Eu já dei várias mostras de que isso não é elegante, muito menos desejado. Mas a garota insiste. Por isso resolvi me rebelar. Quem tiver um blog e estiver cansado da Elisa mendingar visitas em seus comentários, deixe um comentário no blog dela, pedindo para que ela visite o seu. Talvez assim ela perceba como ela é chata e pare com essa babaquice.

Se você não tem um blog, mas quer participar, também pode. Invente um endereço qualquer e peça para que ela o visite. O que importa é irritá-la.

É a hora da vingança.

PS: Quem estiver sem criatividade, pode usar o modelo abaixo.

“Oi. Eu não vou comentar nada no seu blog, visite o meu:
www.nomedoblog.seilá.com”

elisa.jpg