Arquivos de dezembro, 2007

Livros vs Kubrick – Round 1: De Olhos Bem Fechados

domingo, dezembro 23rd, 2007

Eu não entendo muito de cinema, por isso, raramente meu conhecimento se expande além da trama e do elenco. Quase nunca sei que é o diretor do filme, e, tirando poucas exceções, não escolho o filme por quem o dirigiu. Porém, mesmo dentro dessa abominável ignorância minha em cinema, sei quem é Stanley Kubrick. Aliás, todo mundo sabe quem o cara é. E se não o conhece por nome, com certeza tem algum(s) de seus filmes em sua lista de favoritos.

O que muita gente não sabe, ou não se dá conta, é que a maioria de seus filmes são baseados em livros. Existe um box, dividido em duas partes, com os melhores filmes dele e, adivinhem, todos são baseados em livros. Foi então que decidi tentar confrontar as duas versões de cada história e ver qual delas se saiu melhor, na minha ditatorial opinião, é claro. Os sete filmes da coleção são: Lolita, 2001 – Uma Odisséia no Espaço, O Iluminado, Nascido para Matar, De Olhos Bem Fechados, Barry Lindon e Laranja Mecânica. Dos filmes, tenho somente os três últimos, até o momento, e dos livros, li apenas Laranja Mecânica, O Iluminado e Breve Romance de Sonho (que virou “De Olhos Bem Fechados”). Acabo de assistir ao último filme da lista, portanto, começarei com ele.

De Olhos Bem Fechados

O livro “Breve Romance de Sonho” (Traumnovelle), do escritor Arthur Schnitzler, se passa em Viena, em 1920, e se resume na vida conjugal do Dr. Frdolin e sua esposa Albertine. Ele é, como já diz o nome, um livro bem curto. Minha edição da obra tem 97 páginas e uma letra bem grande. O filme, no entanto, se passa nos anos 90, em Nova Iorque, e por isso mesmo, tem o nome de seus protagonistas mudados para Dr. William e Alice, mas a trama é basicamente a mesma, pois Schnitzler descreve problemas tão universais de um casal, que não existe dificuldade em adaptá-los para qualquer século ou lugar. O filme tem mais de 2h e meia de duração. Ou seja, é mais rápido ler o livro que ver o filme. Agora, digam-me, como é possível prolongar uma história curta, sem danificá-la, ou torná-la cansativa? A resposta é simples: não é possível! Em momentos em que o livro é sucinto e bem dinâmico, o filme é lento de forma desnecessária (como na cena que se prolonga por uns dois minutos apenas para que o protagonista vá até a geladeira e pegue uma cerveja). Tirando isso, o filme segue bem fielmente o livro. As cores e locações do filme são maravilhosas e confesso que a cena da festa das máscaras não tem a metade da graça no livro do que tem no filme. outros momentos em que a fotografia é maravilhosa incluem a parte em Alice revela seu sonho erótico ao seu marido. O filme peca ao não conseguir a mesma profundidade psicológica que o livro. No lugar disso, recebemos uma avalanche de pseudo-pornografia com belíssimas mulheres, incluindo uma cena à la Sexytime com Nicole Kidman. Não posso dizer que mulheres peladas me deixaram decepcionado, mas me irritou profundamente perceber que Kubrick fugiu absurdamente da proposta original do livro (o relacionamento de um casal) e decidiu falar sobre tesão e desejo no lugar disso. A cagada final, no meu ver, está na cena final, magnificamente destruída por querer adicionar algumas falas e mudar o cenário do diálogo. No livro, o casal encontra-se deitado em sua cama e terminam por fortalecer seus laços e amadurecer o relacionamento. No filme, estão em uma loja de brinquedos, comprando coisas para a filha deles (o consumismo como forma de recompensa pela falta de proximidade), e o diálogo segue quase idêntico, se não continuasse onde o livro termina e só encerrasse quando Alice informasse seu marido, Dr. William, que eles precisavam fazer algo urgentemente: trepar.

Kubrick banalizou um ótimo drama psicológico para dizer que a sociedade humana é podre. Ponto negativo para ele.

O placar atual é 1 livros x 0 Kubrick. A próxima obra a entrar no ringue será Laranja Mecânica. Fiquem ligados.

Matt Barlow está de volta!!!

domingo, dezembro 23rd, 2007

Mais uma vez, Tim “Ripper” Owens é expulso de uma banda para que o vocalista anterior (e melhor) volte. A primeira vez foi quando o Priest resolveu reatar com o Halford. Agora foi com o Iced Earth, que percebeu que sem o Barlow não dava. Não preciso dizer que comemorei horrores por causa disso. Quem ouviu as duas versões da “Something Wicked Trilogy” sabe o que estou falando. Tim “Reaper” Owens sempre será, para mim, um vocalista bom, mas sem carisma nenhum. Talvez quando ele estoure com alguma banda em que ele seja alguém, e não apenas um substituto, eu comece a respeitá-lo. Winter’s Bane não conta, ok?

No Whiplash:
http://whiplash.net/materias/news_892/067462-icedearth.html

Site Oficial da Banda: http://www.icedearth.com/

Matt Barlow

Wireless

sábado, dezembro 22nd, 2007

Estou wireless! Comprei um notebook e um roteador pra casa e agora estou conectado 24 horas de qualquer ponto da minha casa (e até de um pedacinho da rua).

Coisa inútil, não? Claro que é. Mas eu gostcho!

PS: Isso não é uma promessa de mais posts, mas sim que eu vou poder ver pornô na web direto do meu quarto.

imagem meramente ilustrativa
imagem meramente ilustrativa