Arquivos de fevereiro, 2008

Trabalho – O melhor lugar para…

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

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CAOSar!

Olhando pela janela

quarta-feira, fevereiro 13th, 2008

São 2 e meia da madrugada. Estou acordado pois o Dye me acordou. Havia uma briga acontecendo na Avenida Paulista bem embaixo de nossas janelas.

Eu saio e não vejo muita coisa: somente alguns agrupamentos de pessoas em diversas faixas das calçadas, incluindo o canteiro do meio. As pessoas discutem, mas nada acontece. Logo depois, uma viatura da Polícia Civil Metropolitana aparece do outro lado da rua. Algumas pessoas daquele lado correm para o nosso lado, mas não vejo a polícia impedindo, nem revistando ninguém. Após um tempo, aquela viatura parte e ouço alguns gritos e discussão. A briga parece recomeçar e algumas pessoas começam a se estranhar e a se empurrar. Vejo que há algumas mulheres no meio e que as pessoas não parecem estar mal vestidas: alguns usam camisa social e há até um homem de terno. A briga aumenta e começa a pancadaria entre uma meia dúzia. Começam a surgir novas viaturas da Polícia Civil Metropolitana, mas os arruaceiros não se importam e levam a briga para o meio da rua, na faixa que segue para a Consolação. O trânsito é impedido por alguns momentos, e a briga não para nem perante uma viatura, que tem de diminuir a velocidade para não atropelar aqueles que estão brigando.

Vejo duas viaturas do GOE passando, mas elas não param. Talvez estivessem indo para outra ocorrência, mas percebo que a presença delas faz com que a briga míngue. Começam então a surgir viaturas da Polícia Civil Metropolitana e da Polícia Militar. Em cada carro saem dois policiais, mas não vejo nenhum sequer tocar nos meliantes. Detalhe lembrar que a cada momento saem carros grandes e carros do Clube Homs, parece que há uma festa no local e, posso estar enganado, mas acredito que os brigões saíram de lá, pois há vários carros estacionados pela calçada.

O número máximo de viaturas simultâneas que contei foi oito. Três da Polícia Militar e cinco da Polícia Civil Metropolitana. Como disse o Dye: “nunca me senti tão protegido na vida”. Os policiais das diferentes entidades não pareciam se misturar e cada grupo ficava afastado um do outro. Na calçada do nosso lado estavam as pessoas envolvidas na briga, que em nenhum momento pareceram sofrer nenhuma represália dos meganhas. Eu disse que oito viaturas simultâneas estiveram paradas na avenida, mas o número total de carros de polícia que passaram pelo local é muito maior, devendo ter chegado a uma dúzia.

Pelas janelas dos prédios residenciais daqui da região se pode ver uma série de curiosos observando como o nosso dinheiro está sendo bem empregado. Após algum tempo e algumas anotações em bloquinhos, os policiais começaram a partir e, em seguida, uma série de carros de luxo.

Uma Stilo amarela com teto solar parou ao lado de uma montana (ou pick up Corsa) preta. Um homem careca enfiou a cabeça para fora da janela e disse para os integrantes da Stilo: “E ai, vamos sair pra comer alguma coisa?”.

E ninguém envolvido na briga sofreu qualquer tipo de agressão, ou o mínimo toque, de qualquer policial. E ninguém foi detido.

Sieber, meu salvador.

domingo, fevereiro 10th, 2008

Allan Sieber

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O primeiro quadrinho lavou minha alma… Valeu Sieber!

Mais em: http://talktohimselfshow.zip.net

A ingratidão e os problemas psicológicos

domingo, fevereiro 10th, 2008

Os únicos problemas que uma pessoa pode ter em relação a si mesma é a falta de comida, de um abrigo e de capacitação para conquistar essas duas coisas. De resto, e nisso falo dos problemas de ordem psicológica (quando não são comprovadamente causados por transtornos físicos hormonais), os problemas relacionados ao ser não passam da falta de uma postura necessária a todos: a gratidão.

Sei que estou soando gravemente arrogante ao ligar todos os problemas como a rejeição, a angústia, a depressão e a falta de amor próprio como resultado da ingratidão. Porém, hoje, acredito que uma pessoa com roupas, comida, um lugar para dormir e descansar e capacidade suficiente para correr atrás de seus sonhos (e para isso, prova-se cada vez mais que basta estar vivo), deve ser grata de tal maneira ao que conquistou, que não haverá espaço para este auto flagelamento a qual nos submetemos diariamente por acharmos que nos falta algo, que o mundo virou as costas para nós.

Hoje eu li num daqueles calendários de mensagens diárias (do tipo Seicho-no-ie): “Se quiser melhorar sua auto-estima, olhe para trás e veja tudo o que conquistou até hoje”. Eu acredito que por estar vivos e saudáveis, já existe motivo o suficiente para comemorarmos.

O difícil é não ter desculpas para se apoiar.

Sinal ruim

sábado, fevereiro 9th, 2008

Quando alguém liga para um número, e a ligação está realmente ruim, e a pessoa do outro lado parece não entender nada, já perceberam que é só falar: “A ligação está ruim, vou ligar novamente”, que a pessoa magicamente entende estas últimas palavras e responde algo como “sim”, ou “tudo bem”?

Poxa, mas se ela entendeu isso, porque diabos não entendeu nada do que foi dito antes?

Tem conspiração governamental nisso…