Arquivos de março, 2008

Um Sonho Alucinante

domingo, março 30th, 2008

O momento que começo a me recordar do sonho, estou dentro de um universo que me lembra o de um seriado de adolescente, tipo Barrados no Baile, já que não saberia dizer muita coisa sobre The O.C. ou One Tree Hill. Existe uma garota loira, muito bonita, e ela passa por alguma tragédia. Eu me aproximo facilmente, por ter muita informação sobre o caso e a conquisto. Logo após, me vejo em um lugar estranho, que se aparenta um pouco com os Gardens do Final Fantasy VIII. Estou em uma colina e, logo abaixo está um prédio redondo, cheio de janelas. Por nenhum motivo, começo a matar pessoas, com diversos tipos de arma. Em meio a elas, encontro alguns rostos conhecidos, pessoas da escola em que estudei até a oitava série. Até hoje eu tenho sonhos sobre aquelas pessoas e aquele lugar, por isso, não estranhei ao descobrir que havia referências a eles em mais um sonho. O estranho é que um dos meus professores de lá, trabalha na CAIXA e eu o vejo regularmente. Por causa disso, algumas pessoas do trabalho também estavam lá.

Então houve a matança, mas não foi algo sanguinolento e nem brutal. Ninguém me culpava, mas todos lastimavam o número alto de quedas ocorridas durante o processo. Pouco tempo depois, surge um caminhão saído da escola e, pelo que me parece, ele está levando mercadorias roubadas de lá. Um colega começa a correr atrás do caminhão e a polícia aparece e o persegue também. Corro atrás. Sigo por umas três ruas e então o caminhão vira a esquerda. Continuo em frente e logo vejo o caminhão surgindo em minha frente após uma curva a direita. A polícia segue atrás e eu a pé. Novamente o caminhão vira à esquerda e mais uma vez sigo em frente. Porém, dessa vez, a rua acaba e no lugar do asfalto, tem um muro e uma janela. Entro.

O lugar parece ser um lugar ruim. Lembro-me de Xangai, ou de qualquer outro lugar onde se guardam contrabandos e coisas do tipo. Vejo homens carregando carne e há uma névoa densa no ar. Eu estava em um grande corredor e na outra ponta havia uma porta de garagem. A porta abre e um cara com pinta de motoqueiro dos Abutres entra com meu colega. Sigo em direção ao motoqueiro. Seguro uma arma de cano longo em minhas mãos. Ela parece ser antiga. Seguro o gatilho e o sinto frouxo. Isso significa que ela está sem balas. Vou ter que blefar.

Chego peitando o motoqueiro. Ele não parece resistir, ao ver a arma em minha mão. Eu resgato meu colega, que logo desaparece, e tomo a moto do Abutre como veículo de fuga. Ele me entrega a chave da moto, mas logo vejo que fez algo para que ela não vá muito longe: uma espécie de alarme, talvez. Ele abre a garagem e me dá um empurrãozinho. Saio com a moto e, após um quarteirão, sinto a aceleração cair, como se a moto tivesse sido desligada. Ignoro o fato e decido seguir no veículo. Sigo por mais um quarteirão e sei que tenho que fazer uma curva à direita. Faço-a o mais aberto possível, para não perder aceleração e, após a curva, a moto volta a acelerar. Sigo até a escola, onde seria ovacionado se não tivesse dizimado a maior parte da população do local.

Percebo que muita gente ainda está triste e que tomei algumas decisões erradas. Resolvo me suicidar, para poder dar continue e fazer tudo direito dessa vez. Não tenho coragem de dar um tiro em mim mesmo. Alguém vai ter que fazer isso.

Eu acho que estou jogando muito Resident Evil 4.


Explodingdog – at the bottom of everything

Pergunta

quinta-feira, março 27th, 2008

Você já agradeceu pela Vida hoje?

Um Pouco de Silêncio

sábado, março 22nd, 2008

Quem me conhece, sabe que sou uma pessoa difícil de lidar. Não que eu seja tão teimoso assim quanto alguns pregam, mas acho que meu maior defeito é ser uma pessoa muito sensível, que se machuca fácil e que guarda muito rancor. Sou assim, mas isso não quer dizer que eu goste de ser assim.

Ultimamente, devido as diversas mudanças em minha vida, não tenho me sentido tão seguro e tão “à vontade” para explodir. Por isso, tenho ficado calado. Isso tem me ajudado muito, mas não por eu conseguir perceber meus erros e evitar que os problemas aumentem. Não, pelo contrário, quanto mais me calo, mais percebo o quanto as pessoas são cruéis e egoístas – do mesmo jeito que eu sempre fui. O que muda é que comecei a abandonar as ofensas, por percebi que são elas todas mínimas, quando comparadas com todo o resto do relacionamento; da amizade; do coleguismo; do amor.

Permanecendo em silêncio, remôo meu ódio. Mas logo enxergo o quanto isso é pequeno e desnecessário. Logo então, acabo por me entregar ao que é realmente válido e a aprender a fazer algo que, com muito esforço e iluminação, pode tornar-se o perdão.

olhos

sábado, março 15th, 2008

Fuçando nos Meus Documentos, no computador da casa dos meus pais, encontrei muito textos antigos, principalmente da primeira versão do HiDEOuT. Os textos são bem interessantes, apesar de encontrar neles muitos erros de concordância e falhas ao tentar expressar um raciocínio. Basicamente, eles são bem parecidos com os que escrevo aualmente. O texto abaixo faz parte desses meus “pequenos tesouros”. Ele teve sua última alteração em 01/02/2003 e fala de uma grande amiga minha, cuja presença nos últimos tempos tem sido uma puta ajuda.

Espero que gostem

Era mais um dia normal de trabalho (se é que se podia chamar aquele trabalho de normal), então percebo que tinha uma pessoa sentada no chão olhando para mim. Espere um pouco, acho que não deu para imaginar a cena direito. O que acontece é que na época eu trabalhava em uma loja de quadrinhos japoneses e era algo comum ver os clientes sentados pelos cantos da loja (no caso do dono dos olhos, no meio da loja mesmo). Voltando. Então percebi que esses olhos tinham dono, uma japonesa mestiça de uns 1,65 de altura (não sei direito, não sou bom para essas coisas), o que não é realmente importante, mas sim a “reviravolta” que essa pessoa fez na minha vida.

Após encarar, constrangido, esses olhos, começamos a conversar. E não é que todo o medo que senti dos olhos foi dissolvido pelas palavras da boca. Sim, aqueles olhos puxados (sem nunca se esquecer da pinta na palpebra esquerda) tem idéias muito boas. Então ficamos amigos. Na verdade, ela ficou minha amiga. Digo isso porque ela é o tipo de pessoa que decide. E eu sou o tipo que obedece. O que é um potencial muito bem aproveitado pelos, cuidadosamente preparados, olhos ingênuos.

Começamos a conversar e a sair periodicamente, confiei a ela meus segredos e dei vários passos sob seu comando, pois eu confio nela. Ela me ensinou o maior segredo do mundo: matar vacas (algo que não será explicado nesse texto, quem quiser saber que corra atrás). Matar vacas, mudou a minha vida, apesar que eu deveria matar mais algumas de vez em quando.

Não posso mentir, ao início me senti muito atraído por ela, estava apaixonado (alias, é isso que acontece com muita informação em pouco tempo), porém vejo agora que ela não é a mulher da minha vida, mas sim, a mulher que irá me preparar para ela.

Certa vez, durante um de nossos diversos passeios, perguntei a ela qual era o motivo dela tentar tanto me mostrar a importância da vida, e ela me respondeu: “Quero que, se você algum dia descobrir que vai morrer, não diga que não aproveitou a vida”. E sou muito grato à ela.

A última vez que nos vimos, ela me levou ao cinema. Fomos assistir a um dos melhores (e piores) filmes da sua vida. Só falei isso para mostrar que ela é capaz de uma dualidade impressionante. Adepta da religião do FODA-SE, ela me ensina a cada dia como ver as coisas de uma forma diferente. Se realmente existir aquele anjinho e diabinho que ficam nos aconselhando e tentando, ela deve ser algo no meio.

E é por isso que eu digo, se algum dia você ver um par de olhos curiosos, mirando em sua direção, corra, mas corra muito. Não porque ela é perigosa, ao contrário. É que você não é digno de conhece-la.

Domingo ela vem aqui em casa, comprei jujuba.

As cuecas, os chuveiros e os gnomos

domingo, março 9th, 2008

Dentre todos os seres místicos e fantasiosos, existe uma raça de gnomos que se tornou uma das mais conhecidas entre os estudiosos do assunto, devido suas peculiaridades e desejos. É a raça dos Gnomos de Cuecas, que, obcecados pelas peças intimas masculinas, acabam sempre causando algum desconforto em seus donos, que, quando vítimas dessas doces criaturas, dificilmente encontram suas cuecas no mesmo lugar onde as deixaram.

Meu pai costumava deixar suas cuecas estendidas no porta toalhas e eu achava isso nojento. Ele me respondia que não havia feito isso, mas eu insistia – pois, afinal, quem havia de remover sempre aquela peça úmida e gelada do banheiro era eu. Após alguns meses, me deparei com um episódio do South Park que contava sobre os planos (mal acabados) dos ladrões de cueca. Eles ainda não sabiam como, mas acreditavam que juntando o maior número de cuecas possível, acabariam gerando um lucro formidável.

Após algumas pesquisas na internet, descobri que os gnomos não mais precisam roubar as cuecas, mas apenas remover certas substâncias que são depositadas diáriamente na peça masculina, chamados: resíduos de pensamento. Afinal, todos nós sabemos por onde o homem pensa, não?

O problema está que os gnomos precisam umedecer novamente a peça para retirar essa substância, e por isso, levam-na novamente para o banheiro. Como são preguiçosos, após o termino do serviço, deixam a peça onde está, causando uma péssima imagem para o dono da cueca – que fica então pensando o resto do dia, como foi que aquilo foi para lá.

No final das contas, Dye, não é minha culpa. As cuecas são levadas lá pelos Gnomos. Não adianta ficar me dando broncas.

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