Atenas pt2 – Atena Exclamation!

European ICE Tour 2009 Dia 22 – Roma

Último dia em Roma e acabei de descobrire que o primeiro post não tinha sido publicado corretamente (valeeeeeu mã…). Isso corrigido, vamos para o final da minha saga de Atenas. Ah, já aproveito para dizer que Roma é o lugar mais lindo que já visitei em toda a minha vida e que estou completamente apaixonado pela cidade.

Bença mãaaa

(28.10.2009)

Eu tinha colocado o celular para despertar as 8, mas mudei de idéia e coloquei para as 9. Quando ele despertou, ainda fiz um pouco de hora na cama e levantei meia hora depois. Tomei um banho (e depois a Janka acordou e fez o mesmo) e saí. Eu estava meio preocupado pois dia 28 de Outubro é feriado nacional da Grécia. Pelo que li, é o Dia do Não. É um dia que comemora a tentativa de invasão grega por Mussolini em 1940. Invasão frustrada graças ao exército grego, o excesso de confiança de Mussolini e a ajuda britânica. Por causa do feriado, Kristo me avisou que a maioria das lojas estaria fechada e que a Acrópolis fecharia as 3. Peguei o papel que ele tinha impresso e saí atrás de uma xerox. Isso porque ele tinha tido problemas e conseguira imprimir apenas num tamanho pequeno o que eu havia pedido (eu vi que ele usou o Word Online pra isso – não foi por mancada dele). No papel estava escrito Neta, venha para Grécia (Atenas), em grego. Fiz isso pois ela havia pedido uma foto com o nome dela na frente de alguma coisa grega e decidi fazer algo mais legal. No final das contas, não achei nenhuma xerox aberta. Mas então tive uma idéia: Henrique! Se ele segurasse o papel, ficaria bem mais legal. E foi isso que fiz quando subi a Acrópole. O Partenom é lindo, mas está passando por reformas e isso é um saco. O resto da acrópole é linda, principalmente o teotro de Dionísio, onde fiquei sentado por uma meia hora, só curtindo o lugar. Em certo momento, uma guia do local me viu tirando fotos com o Henrique e pediu para eu deletar a foto. Disse que somente pessoas poderiam aparecer nas fotos. Acho que ela estava pensando que eu estava zombando a Grécia (afinal, o Henrique é um rato de plástico, né?).

Depois da acrópole decidi seguir pelos caminhos que estavam além do meu mapa do centro de Atenas (já tava me achando o ateninense, não?). Segui por mais algumas ruínas e depois acabei chegando ao Estádio Olímpico (ou um deles, sei lá). O lugar parecia bem antigo e sido projetado para provas de corrida. Talvez fosse onde começasse e terminasse a maratona. Não sei dizer. Depois disso continuei andando e acabei encontrando um cemitério (sim… de novo).

Uma coisa que aconteceu muito na Grécia foi que, por eu estar andando sozinho, comecei a me guiar puramente por intuição. Eu sabia por cima os lugares que queria ir, e sabia chegar neles. Mas, quando eu andava sem destino, eu me guiava pela sensação que eu tinha ao pensar em virar tal rua, ou subir tal ladeira. Isso conteceu até no Museu Arqueológico, quando eu sabia do que tirar ou nao tirar fotos. E foi dessa forma que eu decidi não subir uma rua e fui para em outra, onde havia um cemitério. Aliás, deixe-me corrigir: onde havia o cemitério mais bonito que eu já vi em toda a minha vida.

O que realmente impressiona logo de cara é que quase todos os túmulos são feitos de mármore e grande parte deles possui esculturas com os bustos ou o corpo inteiro do falecido. E não se trata de um cemitério antigo. Lá há pessoas interradas em 2008, 2009. E nem por isso seus túmulos são menores. Fiquei realmente embasbacado com a beleza do lugar.

Depois disso reaolvi voltar para casa e me guiei pelo Partenom. Quando cheguei bem próximo, parei e comi um sanduíche em uma lojinha chamada Everest. Eles tem um conceito bem legal onde você monta seu sanduíche do jeito que quer, sendo que cada ingrediente tem seu preço em cardápios separados (pães, queijos, carnes, molhos…). Comi alí na rua mesmo (com o suco ficou em uns 6€) e decidi voltar andando para o hostel (eu estava ao lado da estação Acrópolis do metrô).

Eu poderia seguir um caminho conhecido, mas não o fiz. Em vez disso saí me lançando por ruazinhas bem bonitas e diferentes (algo que costumo fazer em São Paulo também). Encontrei umas pixações bem inteligentes em alguns muros e quando dou por mim não estou mais na rua, mas sim subindo por um caminho de terra em um parque cheio de trevos.

Comecei a subir e a subir e quando dou por mim já estou no alto de um morro bem bonito com alguns trechos de ruínas e um monumento. No caminho, algo muito engraçado aconteceu: fui abordado por duas senhoras que começaram a falar e eu nao entendi nada (tá falando grego?). Então uma deles me mostra uma revistinha: “A Sentinela” em grego e percebo que são Testemunhas de Geová. Expliquei que não falava grego, agradeci e saí. Foi realmente engraçado.

Eu não sei se já disse isso aqui, pois realmente não lembro tudo o que escrevo e não tenho feito nenhum tipo de revisão (Sério Mário!?), mas o povo grego realmente achou que eu fosse um deles. Por diversas vezes fui parado nas ruas por pessoas pedindo informações em grego e eles pareciam realmente espantados quando eu respondia que não falava grego. Atenas é a minha São Paulo do outro lado do oceano.

Nas andanças acabei achando mais uma porção de lugares bacanas como uma capela comemorativa de um santo lá (que esqueci o nome, mas que tem uma história bem legal) e um observatório. Depois disso resolvi voltar para o hostel. Porém, como eu sabia que era a minha última tarde em Atenas, decidi parar um pouco em uma rua do centro e fiquei por lá por uns 40 minutos, só curtindo o momento.

Voltei para o albergue um pouco com fome. Subi, arrumei minhas coisas e desci. Kristo, o salvador, estava na recepção e eu perguntei se havia algum lugar para eu comer naquela hora. Ele disse que era claro que havia e me falou sobre um lugar que tinha uma comida tal (ele falou o nome, mas eu não entendi), que era mega famora na Grécia e super deliciosa. Eu continuei sem entender. Por isso, ele trouxe um folheto do local e me mostrou o que era, e adivinhem: era churrasco grego! Eu não acreditei quando vi e fui direto para o lugar. O restaurante era hiper limpo e organizado e lá eu comi meu primeiro churrasco grego. A comida era deliciosa, eles colocavam os pedaços de carne num pão sirio (pitta bread, como disse o Kristo), com cebola roxa, batata frita e um tempero muito bom. Comi e me lambuzei! Depois quando voltei, agradeci imensamente Kristo pela dica e voltei para o quarto. O resto da noite eu passei na internet com o pessoal. O russo e o Juan fizeram o mesmo.

De manhã eu levantei, tomei um banho (e adivinhem, a Janka fez o mesmo minutos depois). Arrumei minhas coisas, me despedi da Janka (que virou uma grande amiga para mim), comi um pouco de um rocambole que havia comprado antes e parti para o aeroporto.

Atenas é tão igual São Paulo, que tive que sair do trem que ia para o aeroporto umas duas vezes porque estavam recolhendo o trem para voltar pela outra via (como fazem na Ana Rosa para otimizar o percursso). Quando cheguei no aeroporto estava tudo muito vazio e tranquilo. Esperei dar a hora do meu check in e comi um misto quente e bebi uma garrafinha de água (1€50 tudo) e fiz toda a papagaiada para entrar na sala de espera. No final, foi bom eu não ter comido apenas o misto pois o vôo que eu estava pegando era o primeiro, ou um dos, de Atenas para Roma pela Easyjet e tanto a companhia quanto o aeroporto estavam comemorando isso. Por isso, fomos convidados para um comes e bebes muito bom, com diversos canapés e lanchinhos, sucos, refrigerantes e doces. Comi um bocado e voltei para o meu lugar, onde eu escrevi a primeira parte das minhas memórias sobre Atenas.

Quando tentei publicar a primeira parte do texto, minha internet gratuíta de 45 minutos no aeroporto acabou. Foi então que fiquei caçando algo para fazer e vi um rapaz lendo um livro do Michael Moorcock em alguma língua estranha. Desfarcei, rodeei e acabei perguntando em inglês que livro era. Ele me respondeu que era o primeiro do Elric e me disse que estava em francês. Então me perguntou de onde eu era e eu disse Brasil. Ele respondeu, ainda em inglês, que ele também era brasileiro. Mudamos para o português e continuamos a conversar sobre Moorcock. Ele então virou para uma menina próxima a gente e perguntou: Você também é brasileira? E ela disse que sim. Logo depois um casal também se brasileiros se juntou a nós. Éramos 5 brasileiros tomando o mesmo vôo de Atenas para Roma. Qual era a probabilidade?

3 Comentários to “Atenas pt2 – Atena Exclamation!”

  1. mãe Says:

    Deus te abençõe.
    Voce está comendo churrasco Grego na Grécia, e nós estamos comendo palmito em Palmital (Obs: palmito de vidro comprado no mercado), tchau, beijos, fique com Deus, te amo.

  2. Carol Says:

    ahhhh… A mãe roubou minha piada…
    Quer dizer que existem testemunhas de Jeová distribuindo “O Sentinela” até na Grécia? Pior foi a gente que ligou o telefone aqui em casa, não deu tempo de passar pra ninguém e dez minutos depois recebemos nossa primeira ligação: LBV…RSRSRSRS
    Saudades, BJ.

  3. Cidinha Says:

    Hum… Acho que nem assim eu encarava um churrasco grego… rs

    Bjks

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